CPI do Crime Organizado adia depoimento de Cláudio Castro para 14 de abril
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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CPI do Crime Organizado adia depoimento de Cláudio Castro para 14 de abril

Depoimento do ex-governador é reagendado após pedido

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Por Redação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu adiar o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), após solicitação do próprio convocado. A oitiva, inicialmente prevista para o dia 7 de abril, foi remarcada para o dia 14, com presença já confirmada.

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A alteração foi registrada na pauta da 17ª reunião do colegiado, atualizada nesta quinta-feira (2). No documento, consta a retirada do depoimento da agenda original, acompanhada do compromisso de comparecimento na nova data.

Com a mudança, a sessão marcada para o dia 7, no Senado, terá duas oitivas: do secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, e do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A convocação de Castro e Ibaneis foi aprovada no fim de março, dentro da estratégia da CPI de ouvir ex-chefes do Executivo estadual que atuaram em regiões consideradas sensíveis à atuação de organizações criminosas.

No caso de Ibaneis, o foco da comissão recai sobre decisões relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e operações envolvendo o Banco Master, associado ao empresário Daniel Vorcaro. O relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), avalia que o depoimento pode ajudar a esclarecer possíveis vínculos entre decisões administrativas e interesses do grupo investigado.

Já em relação a Cláudio Castro, o relator classificou a oitiva como “absolutamente indispensável”. Segundo ele, o Rio de Janeiro concentra dinâmicas complexas de atuação de facções e milícias, o que torna relevante ouvir o ex-governador sobre políticas de segurança pública e eventuais fragilidades institucionais.

Na semana anterior, o colegiado também aprovou a convocação do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Ricardo Saadi, que deverá detalhar mecanismos de monitoramento de operações suspeitas no sistema bancário.

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