Alive: Quem precisa do Flávio é o Dória! - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive: Quem precisa do Flávio é o Dória!

Apresentador do Alive afirma que aproximação com o ex-governador de São Paulo compromete o caráter de protesto da candidatura

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O apresentador Claudio Dantas usou o programa Alive, nesta quinta-feira (2), no YouTube, para alertar sobre os riscos de Flávio Bolsonaro se aproximar de João Dória e de figuras do sistema financeiro, como o banqueiro André Esteves.

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Segundo Dantas, houve um aconselhamento interno da cúpula do PL para que Flávio não comparecesse a um evento do Lide, organizado por Dória em Nova York. “Se o Flávio aparecer do lado do Dória… tchau”, disse o apresentador.

Para Dantas, a lógica da aproximação é unilateral. “O Flávio não precisa do Dória. Quem precisa do Flávio é o Dória, é o contrário”, afirmou. Na sua avaliação, o interesse de Dória é comercial: “O business do Dória é acesso ao poder. Tanto é que acessa o poder independentemente de quem esteja no poder.”

O apresentador foi direto ao defender o perfil que a candidatura de Flávio deveria assumir. “Nós estamos falando de uma candidatura de protesto contra os abusos que foram cometidos, que estão sendo cometidos — gente que está presa, teve sua vida destruída.” Citou ainda a multa bilionária aplicada a caminhoneiros como exemplo do que chamou de “extermínio”. “Isso não é justiça, isso é extermínio”, declarou.

Dantas foi enfático ao concluir: “Se for para fazer uma candidatura só para fazer acordo com Dória, acordo com André Esteves, acordo com Itaú — esquece.”


O cientista político Ary Alcântara reforçou a análise. Para ele, o debate em torno do PL e de Valdemar Costa Neto é secundário diante do ativo político central da direita brasileira. “O nome que chama voto chama-se Bolsonaro. O resto é coadjuvante. O PL é coadjuvante”, afirmou.

Alcântara contextualizou o cenário partidário brasileiro: “Há muito tempo eu não vejo partidos no Brasil. Quando Getúlio fundou o PTB e o PSD, fundou dois partidos — e daí para frente nós vivemos uma eterna disfunção partidária.”

O cientista político alertou para o risco de fragmentação interna. “Se nós entrarmos nessa briga doméstica, de cozinha e pequena, vamos cair na mesma esparrela que a gente vem caindo há 40 anos: eleger um governo que não representa efetivamente a maioria dos brasileiros.”

Sobre Valdemar, Alcântara foi direto: “O Valdemar está perdendo o controle do partido — ele já admitiu isso.”

Dantas complementou, apontando que o presidente do PL estaria recorrendo à imprensa para manter influência. “Ao mandar cada vez menos, ele está, claro, ansioso por estar perdendo o poder dentro do partido. E aí vai buscar a imprensa para mandar os recados que quer de fora.”

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