Tereza Cristina nega ter recebido convite para vice de Flávio Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Tereza Cristina nega ter recebido convite para vice de Flávio Bolsonaro

Nome é ventilado nos bastidores, mas senadora diz não ter sido procurada

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Por Redação

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que não foi procurada para compor como candidata a vice-presidente em uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. Segundo ela, qualquer decisão sobre o tema dependeria de um convite formal.

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“Nunca fui convidada. Se isso acontecer, lá na frente nós vamos pensar”, declarou em entrevista ao Estadão.

Apontada como um dos nomes cotados para a vaga, a ex-ministra também defendeu maior presença feminina na política. “Eu torço para que seja uma mulher”, afirmou, destacando que, apesar da baixa representatividade, mulheres têm desempenhado papel relevante em cargos públicos.

Durante agenda em São Paulo, a senadora também abordou a postura do agronegócio brasileiro diante de cenários internacionais. Segundo ela, o setor exportador tende a agir de forma pragmática, especialmente diante de possíveis impactos de conflitos externos e decisões de lideranças como Donald Trump.

“O agro exportador é muito pragmático. Se houver prejuízo, ele reage. Se não houver, mantém apoio”, disse.

No campo eleitoral, levantamento recente do instituto Paraná Pesquisas indica um cenário competitivo entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2026, com números próximos dentro da margem de erro.

A senadora também comentou a aprovação, no Senado, do projeto que tipifica a misoginia. Favorável à proposta, ela justificou o voto com base no aumento da violência contra mulheres no país.

“Estamos vivendo um momento muito difícil, com casos recorrentes de feminicídio e agressões. Era necessário avançar nesse tema”, afirmou.

O texto aprovado amplia a legislação penal ao incluir a misoginia entre as formas de preconceito já previstas em lei. Para Tereza Cristina, a medida responde a um cenário que classificou como preocupante e que exige atuação mais firme das instituições.

Por fim, a parlamentar defendeu investigações amplas diante de denúncias recentes no país. “A verdade precisa aparecer, e as providências devem ser tomadas”, concluiu.

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