TJRJ anula eleição de Douglas Ruas para presidência da Alerj
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

TJRJ anula eleição de Douglas Ruas para presidência da Alerj

Decisão aponta irregularidade na sessão e condiciona escolha ao recálculo dos votos das eleições de 2022

Deputado estadual Douglas Ruas (PL) . Foto: ALERJ/Divulgação

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou, na noite desta quinta-feira (26), a sessão que elegeu o deputado estadual Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

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A decisão liminar foi assinada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, que suspendeu todos os atos da votação e manteve no comando da Casa o presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL).

Na avaliação da magistrada, a eleição interna não poderia ter sido realizada antes do cumprimento de uma etapa considerada essencial: a retotalização dos votos das eleições de 2022 para deputado estadual.

O procedimento foi determinado após a cassação do mandato de Rodrigo Bacellar (União), que presidia a Alerj. Com a anulação dos votos recebidos por ele, será necessário refazer o cálculo do quociente eleitoral — o que pode alterar a composição da Assembleia.

“A cronologia lógica […] é inequívoca: primeiro retotalizar os votos […] e só então deflagrar o processo eleitoral”, afirmou a desembargadora na decisão.

Sessão sob contestação

A sessão que elegeu Ruas foi convocada na manhã desta quinta por Delaroli, após reunião de líderes, e ocorreu sem participação da oposição. Deputados contrários ao processo boicotaram a votação e não registraram presença.

Ruas foi eleito com 45 votos favoráveis, sendo o único candidato.

Partidos como PSD e PDT acionaram a Justiça para tentar barrar o pleito, alegando irregularidades no rito e falta de cumprimento de decisões da Justiça Eleitoral.

A disputa pelo comando da Alerj ocorre em meio a um cenário de instabilidade política no estado. Com a vacância no governo e a saída de Bacellar da presidência da Casa, o cargo passou a ter peso estratégico, já que pode influenciar a sucessão no Executivo estadual.

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