Fictor usou laranjas do CV em fraude de até R$ 500 mi
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Fictor usou laranjas do CV em fraude de até R$ 500 mi, diz PF

Operação Fallax aponta uso de empresas de fachada ligadas ao CV

Fictor

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O CEO e sócio do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini, alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta manhã (25), usaram uma rede de laranjas ligada ao núcleo do Comando Vermelho (CV) em São Paulo para lavar dinheiro, de acordo com as investigações. A dupla é suspeita de envolvimento em fraudes de até R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal e outros bancos.

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Segundo a PF, o contato com a rede criminosa ocorria por meio de Thiago Branco de Azevedo, conhecido como Ralado. Ele mantinha cerca de 100 empresas de fachada, abertas com documentos falsos e, em alguns casos, em nome de pessoas sem conhecimento da prática. Essas empresas eram usadas para obter empréstimos bancários.

As investigações indicam que Góis e Rubini utilizaram essa estrutura para movimentar recursos de forma ilícita.

Os crimes atribuídos a Ralado foram identificados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2024, a partir de apuração sobre o grupo conhecido como Bando do Magrelo. A organização disputava pontos de venda de drogas no interior paulista e teria ligação com o Comando Vermelho.

A Operação Fallax cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Até a manhã desta quarta-feira, 13 pessoas haviam sido presas. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões.

Foram autorizadas ainda medidas para rastreamento de recursos, incluindo quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de investigados.

De acordo com a PF, o grupo atuava com cooptação de funcionários de instituições financeiras e uso de empresas para ocultar a origem dos recursos. Dados falsos eram inseridos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências. Em seguida, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos.

A operação ocorre em três estados e tem como objetivo desarticular o esquema de fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro.

A defesa de Luiz Rubini informou que não teve conhecimento prévio do processo e que se manifestará oportunamente. O Grupo Fictor foi procurado e não respondeu até a última atualização.

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