CEO da Fictor é alvo da PF contra fraude de R$ 500 mi
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

CEO da Fictor é alvo da PF em operação contra fraude de R$ 500 mi

Empresa se envolveu no escândalo do Banco Master ao tentar comprar a instituição de Daniel Vorcaro no ano passado

Rafael Góis - CEO do Grupo Fictor
Foto: Divulgação/Fictor

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (25) megaoperação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, suspeita de desviar valores superiores a R$ 500 milhões.

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Entre os alvos estão Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, e Luiz Rubini, que foi sócio da empresa que se envolveu no escândalo do Banco Master ao tentar comprar a instituição de Daniel Vorcaro no ano passado. Rubini deixou a sociedade no fim de 2024. Ambos são alvos de busca e apreensão.

Foram autorizadas a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas, e há 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva sendo cumpridos em municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. 10 pessoas já foram presas até o momento.

Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Segundo a PF, a investigação, que deflagrou hoje a Operação Fallax, teve início em 2024, “quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas”.

O grupo criminoso, de acordo com a corporação, “atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos”.

De acordo com as investigações da PF, “a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento”.

Além da Fictor, o grupo narcoterrorista Comando Vermelho (CV) também usava o mesmo esquema de lavagem de dinheiro e é alvo da operação.

Os investigados poderão responder pelos crimes de: organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Rafael Góis - CEO do Grupo Fictor
Foto: Divulgação/Fictor

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