Bolsonaro pode deixar UTI em até 24 horas, aponta boletim
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Bolsonaro pode deixar UTI em até 24 horas, aponta boletim

Internado com pneumonia em Brasília, ex-presidente tem quadro estável

O boletim também destaca que Bolsonaro está em tratamento clínico para os soluços persistentes. Foto: Republicação.
Foto: Republicação.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou evolução clínica considerada positiva e pode receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas, conforme boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23). Internado desde o último dia 13 no Hospital DF Star, em Brasília, ele segue em tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo a equipe médica, o quadro é estável e sem intercorrências. Em nota, os profissionais destacaram que o paciente “permanece estável clinicamente, com evolução favorável e sem intercorrências” e que, “se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas”.

O tratamento inclui antibióticos administrados por via intravenosa, além de suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. A eventual saída da UTI dependerá da continuidade da resposta positiva ao tratamento.

O quadro teve início após Bolsonaro passar mal enquanto estava detido na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal. Após ser transferido, exames confirmaram broncopneumonia bilateral, com maior comprometimento do pulmão esquerdo. Desde então, ele permanece sob monitoramento contínuo.

No campo jurídico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente, atendendo a pedido da defesa. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.

No documento, o procurador-geral Paulo Gonet argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados constantes, que poderiam ser melhor assegurados fora do sistema prisional.

Ele também cita o dever do Estado de garantir a integridade física de pessoas sob custódia e alerta para o risco de novos episódios de mal-estar em razão das comorbidades do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e possui histórico de cirurgias e complicações de saúde desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade