O ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã termina às 20h44 (de Brasília) desta segunda-feira (23). A exigência é a reabertura total do Estreito de Ormuz, responsável por mais de 30% do fluxo mundial de petróleo.
No último sábado (21), o republicano afirmou que, se Teerã não liberar a passagem em 48 horas, os militares norte-americanos atacarão e destruirão as usinas de energia do país, “começando pela maior”.
O governo iraniano reagiu com ameaça de escalada no conflito do Oriente Médio. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam Al-Anbiya, Ebrahim Zolfaqari, disse que a resposta incluirá quatro medidas imediatas: fechamento completo de Ormuz; ataques contra usinas de energia, infraestrutura energética e redes de tecnologia e comunicações de Israel; destruição de empresas com acionistas norte-americanos na região; e ataques a usinas de energia em países do Oriente Médio que hospedam bases dos EUA.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse também que a infraestrutura crítica e petrolífera do Oriente Médio passará a ser considerada “alvo legítimo” caso os EUA ataquem usinas de energia do país.
A ameaça iraniana também inclui plantas de dessalinização, essenciais para o abastecimento de água nos países do Golfo.
O bloqueio do estreito foi imposto pelo Irã após ataques dos EUA e de Israel iniciados em 28 de fevereiro de 2026.
Na última sexta (20), o presidente dos EUA anunciou a suspensão das sanções ao petróleo iraniano para conter os preços globais. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou na X que a medida é temporária e vale apenas para cargas já em trânsito. Às 3h25 desta segunda-feira (23), o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 109,17.
A tensão no Oriente Médio ganhou novo patamar no domingo (22), quando Israel informou que o Irã lançou, pela 1ª vez desde o início das ofensivas, um míssil de longo alcance com alcance de cerca de 4.000 km.
O raio coloca países da Europa, Ásia e África sob risco potencial. Capitais como Londres, Paris, Roma, Madri e Berlim ficam dentro do alcance. Portugal, Irlanda e Islândia estariam fora da zona atingida.
