O governo e o Exército de Israel afirmaram na manhã desta quarta-feira (18) que o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi morto em um ataque na noite anterior (17). O Irã confirmou posteriormente a morte.
O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que disse que Khatib foi atingido em um esconderijo em Teerã.
Segundo o ministro, Khatib tinha papel central no aparato de repressão interna do regime dos aiatolás. Ele chefiava o Ministério da Inteligência e Segurança Nacional, responsável por monitorar ameaças internas e externas, combater espionagem e conter dissidências.
Katz também declarou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizaram os militares a eliminar outros altos integrantes do regime iraniano sem necessidade de autorização.
Mais cedo, o chanceler do Irã afirmou que assassinatos de lideranças não vão desestabilizar o regime ditatorial e indicou que há reposições planejadas.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a morte de Khatib e reagiu nas redes sociais. “O assassinato covarde de nossos queridos colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns de seus familiares e equipe, nos deixou com o coração partido”, escreveu.
Na segunda (16), um bombardeio israelense já havia matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, e Gholamreza Soleimani, comandante das forças paramilitares Basij.
O conflito entre EUA e Israel contra o Irã se encontra na 3ª semana desde o primeiro ataque, que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

