Haddad confirma saída do governo na próxima semana
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
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Haddad confirma saída do governo na próxima semana

Ministro da Fazenda diz que decisão segue prazo da legislação eleitoral e discute possível candidatura em 2026

Fernando Haddad no lançamento de seu livro em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (10) que deixará o governo do presidente Lula na próxima semana. A saída ocorre por causa do prazo da legislação eleitoral, que exige o afastamento de ministros até seis meses antes do pleito.

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A confirmação foi feita um dia depois de o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) afirmar que Haddad deverá disputar o governo de São Paulo.

“Devo deixar o governo na semana que vem. […] Estamos conversando [com Lula], estudando a que concorrer. Ainda vamos discutir. Não é só a candidatura, temos que ver o grupo de pessoas que vão compor a chapa”, disse o ministro a jo3rnalistas ao chegar ao ministério.

Haddad afirmou que a possibilidade de deixar o governo já vinha sendo discutida com o presidente Lula.

Segundo ele, sua intenção inicial era permanecer na articulação política da campanha presidencial.

“Já anunciei há bastante tempo a minha intenção de deixar o governo. Tenho conversado com o presidente [Lula] sobre São Paulo, vou ter uma conversa também com o vice-presidente Alckmin, com a Simone [Tebet]”, declarou.

De acordo com o ministro, as conversas buscam avaliar o cenário político no estado e a estratégia do grupo político para as eleições.

Na véspera, o deputado Rui Falcão afirmou que, caso Haddad dispute o governo paulista, a vantagem do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), “vai virar pó”.

O parlamentar também afirmou que Haddad é “ministro competente, honesto e realizador”.

Haddad vinha demonstrando resistência à possibilidade de disputar um cargo eletivo. Em entrevistas anteriores, afirmou que pretendia deixar o governo apenas para coordenar o programa de governo da campanha de Lula à reeleição.

Nas últimas semanas, no entanto, passou a indicar que a decisão final dependeria do presidente da República e das negociações internas do partido.

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