O PL protocolou um pedido de abertura de CPI na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para investigar suspeitas de irregularidades na relação entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o Banco de Brasília (BRB).
Entre os parlamentares do PL na CLDF, apoiaram a iniciativa os distritais Joaquim Roriz Neto, Thiago Manzoni e Roosevelt Vilela. O distrital João Cardoso, atualmente no Avante e em processo de migração para o PL, também aprovou o requerimento.
Para começar a tramitar, o pedido precisa do apoio mínimo de oito deputados. A CLDF tem 24 parlamentares.
Outra tentativa de instalar uma CPI, apresentada pelo bloco PSOL-PT, aguarda assinaturas desde novembro de 2025. Na época, o PL integrava a base do governo e não aderiu à iniciativa.
Até o início da tarde de ontem (10), o requerimento da oposição reunia 7 assinaturas, enquanto o do PL tinha 4. Nenhum deles atingiu, até agora, o número mínimo necessário para abertura da comissão.
Sem acordo até o momento, os 24 deputados distritais devem se reunir para discutir um possível formato para a comissão, incluindo a divisão dos cargos de presidente e relator. A data do encontro ainda não foi definida.
Ao comentar sobre a CPI na CLDF, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que o partido decidiu apresentar um pedido próprio para evitar que a oposição ao governador Ibaneis Rocha conduzisse a investigação.
“Essa foi uma decisão partidária que foi motivada por um senso de responsabilidade para com o povo do Distrito Federal. Aquela pessoa quem toma a iniciativa da CPI, ela possivelmente será o presidente ou o relator. E nós não queremos entregar isso para aqueles que vão fazer o uso político dessa situação”, disse Kicis.
“Em nenhum momento nós tomamos uma decisão: vamos romper com o governo e, por isso, vamos entrar com uma CPI. Nós simplesmente vimos que não era mais possível não fazer essa CPI, mas a gente não quer entregá-la nas mãos de pessoas que vão querer usar isso para tentar fazer ganho político em ano eleitoral”, completou.
