O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (10) que o dia pode registrar a fase mais intensa de bombardeios contra o Irã desde o início da guerra.
A declaração foi feita durante coletiva no Pentágono, no 11º dia de conflito. Segundo ele, as forças iranianas demonstram sinais de enfraquecimento militar.
“Dispararam o menor número de mísseis que já foram capazes de disparar”, afirmou a jornalistas.
Hegseth disse que os Estados Unidos não irão recuar nas operações militares até que o objetivo da campanha seja alcançado. Segundo ele, a decisão sobre o encerramento do conflito caberá ao presidente dos EUA, Donald Trump.
As declarações ocorrem um dia após Trump afirmar que a guerra pode terminar “em breve”, ao mesmo tempo em que disse que os Estados Unidos “já venceram de muitas maneiras”, mas ainda “não o suficiente”.
EUA acusam Irã de usar áreas civis para ataques
Durante a coletiva, o secretário acusou o governo iraniano de lançar ataques a partir de estruturas civis.
Segundo ele, mísseis estariam sendo disparados de locais como escolas e hospitais.
“Eles disparam mísseis de escolas e hospitais deliberadamente, visando inocentes, porque sabem que suas forças armadas estão sendo sistematicamente enfraquecidas e aniquiladas”, declarou.
Até o momento, as Forças Armadas dos EUA não divulgaram relatórios públicos com provas das acusações. O Comando Central americano afirmou apenas que identificou uso de munições disparadas a partir de áreas civis no território iraniano.
Secretário de Trump alerta Rússia sobre o conflito
Hegseth também comentou a posição da Rússia na guerra. Questionado sobre o contato telefônico entre Trump e Vladimir Putin no dia anterior, ele afirmou que Moscou não deve se envolver no conflito no Oriente Médio.
O secretário descreveu a conversa entre os dois líderes como um “apelo enérgico” para encerrar a guerra na Ucrânia.
Na segunda-feira, o presidente russo Vladimir Putin manifestou apoio à eleição de Mojtaba Khamenei como sucessor de Ali Khamenei na liderança religiosa e política do Irã.
“A Rússia foi e continuará sendo um parceiro confiável da República Islâmica. Desejo-lhe sucesso nas tarefas difíceis que enfrenta”, diz mensagem divulgada pelo Kremlin.
Segundo o assessor de política internacional do Kremlin, Yuri Ushakov, a conversa entre Putin e Trump durou cerca de uma hora e tratou também do conflito no Oriente Médio. Ele afirmou que o presidente russo apresentou propostas para uma solução política e diplomática para a crise.
Trump comentou o diálogo durante entrevista coletiva em Miami.
“Obviamente falamos sobre o Oriente Médio. E ele quer ajudar. Eu disse a ele: ‘você poderia ajudar mais ao terminar a guerra entre Ucrânia e Rússia’. Isso ajudaria mais. Mas tivemos uma conversa muito boa, e ele quer ser muito construtivo”, declarou o presidente dos Estados Unidos.
