Decisão do STF gera “insegurança jurídica” na CPMI do INSS, diz Viana
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Decisão do STF gera “insegurança jurídica” na CPMI do INSS, diz Viana

Presidente do colegiado afirma que investigação entrou em fase mais sensível e defende ouvir Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

CPMI do INSS convoca ex de Vorcaro e rejeita ouvir amiga de Lulinha
CPMI do INSS convoca ex de Vorcaro e rejeita ouvir amiga de Lulinha

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Por Redação

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social – (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (9) que decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) têm criado um ambiente de “insegurança jurídica” para os trabalhos da comissão.

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Segundo ele, a situação ocorre justamente no momento em que as investigações avançam para possíveis conexões políticas do esquema investigado.

A avaliação foi feita após decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu requerimentos aprovados em bloco pela comissão, incluindo pedidos de quebra de sigilo. Para Viana, a determinação atinge especificamente essas medidas e não invalida convocações já aprovadas pelo colegiado.

“A nosso ver, a decisão vale apenas para as quebras de sigilo”, afirmou o senador em entrevista coletiva.

Segundo ele, advogados de investigados têm interpretado a decisão de forma mais ampla, alegando que toda a votação realizada pela comissão teria sido anulada.

Fase mais sensível da investigação

De acordo com Viana, a CPMI chegou agora ao momento mais delicado da apuração. Após meses de investigação, a comissão teria identificado os operadores do esquema, o fluxo de recursos e a forma como os desvios teriam ocorrido.

“Nós identificamos os operadores, identificamos o caminho do dinheiro, identificamos quando foi roubado e de que maneira foi roubado. Agora precisamos descobrir quem são os entes políticos que favoreceram esse esquema”, disse.

Na avaliação do senador, as resistências aos trabalhos da comissão aumentaram à medida que as apurações passaram a se aproximar de pessoas com maior influência política.

Depoimento de Vorcaro

Dentro desse contexto, o presidente da comissão disse considerar prioritário ouvir o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

“O Vorcaro é uma questão de honra para a presidência”, declarou.

Segundo Viana, a intenção é que o empresário preste depoimento em sessão pública, sem tratamento diferenciado. Para isso, ele pretende discutir o tema com o ministro André Mendonça, do STF, em reunião prevista para os próximos dias.

O senador também defendeu a prorrogação dos trabalhos da CPMI por pelo menos 60 dias. Para ele, a extensão do prazo seria necessária para permitir que a comissão conclua a fase final da investigação.

Vazamentos contestados

Durante a entrevista, Viana também rebateu acusações de que informações sigilosas da investigação teriam sido divulgadas pela própria CPMI.

Segundo o senador, os dados analisados pela comissão passaram por diferentes órgãos e instituições, o que amplia o número de pessoas que tiveram acesso ao material.

“Não há a menor condição de se dizer que os vazamentos aconteceram pela CPMI”, afirmou.

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