O Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou nesta segunda-feira (23) que o total de ativos venezuelanos congelados no país chega a 687 milhões de francos suíços, equivalentes a cerca de 880 milhões de dólares (4,5 bilhões de reais). As informações são da agência de notícias AFP.
É a primeira vez que o governo suíço divulga um montante específico após a ordem de bloqueio de bens do ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro e de pessoas próximas entrar em vigor, em 5 de janeiro.
Segundo a pasta, o congelamento inclui Maduro, sua esposa Cilia Flores, ex-ministros e aliados próximos, mas não abrange integrantes do atual governo venezuelano.
“Trata-se de um bloqueio preventivo. Busca impedir uma fuga de capitais e permite a cooperação judicial entre Venezuela e Suíça. Nenhum membro do atual governo está na lista”, afirmou o ministério.
Os intermediários financeiros suíços reportaram à Unidade de Informação sobre Lavagem de Dinheiro um total de 687 milhões de francos suíços em ativos relacionados à ordem, sem que os nomes dos detentores tenham sido divulgados.
Aproximadamente dois terços desse valor correspondem a sanções já vigentes desde 2018, quando a Suíça aderiu às medidas da União Europeia contra altos funcionários venezuelanos.
O bloqueio, com validade de quatro anos, permite que autoridades judiciais suíças recebam pedidos de cooperação internacional em investigações criminais. No entanto, cabe às jurisdições competentes comprovar a origem ilícita dos recursos para iniciar procedimentos penais.
Dados revelam que entre 2013 e 2016 a Venezuela enviou cerca de US$ 5,2 bilhões em ouro para a Suíça, quase 113 toneladas do metal, destinadas a processamento e certificação antes de serem transportadas. Não houve exportações a partir de 2017, após a imposição de sanções da União Europeia.