A Polícia Civil de Santa Catarina informou que dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha retornaram dos Estados Unidos e tiveram celulares e roupas apreendidos no Aeroporto Internacional de Florianópolis. A ação ocorreu após monitoramento conjunto com a Polícia Federal.
Segundo o delegado-geral Ullisses Gabriel, os mandados de busca e apreensão foram deferidos pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com aval da Promotoria da Infância e Juventude. As ordens foram cumpridas pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da Polícia Militar.
“Sobre o cão Orelha, a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da PMSC, deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão de telefones celulares de dois adolescentes investigados que estavam fora do Brasil, deferidos pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com aval da Promotoria da Infância e Juventude”, afirmou Gabriel.
De acordo com a Polícia Civil, foi identificado que os adolescentes anteciparam o retorno ao Brasil. Além da apreensão dos aparelhos e de roupas, ambos foram intimados a prestar depoimento.
“Os equipamentos serão enviados para a PCI para extração de dados, tal qual os demais apreendidos no dia 26 de janeiro. Também foi solicitado a emissão de laudo de corpo de delito do cão Orelha”, disse o delegado-geral.
Em nota, a corporação informou que o cumprimento das ordens ocorreu em sala restrita no aeroporto, “em razão da necessidade de resguardar a segurança de todos — inclusive das pessoas do aeroporto”.
A Polícia Civil apura a participação de ao menos quatro adolescentes na agressão que resultou na morte do animal, considerado mascote da Praia Brava. O cachorro foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata, recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu.
As investigações seguem sob sigilo. A apuração inclui análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de moradores e a verificação de eventual participação de adultos. Três parentes dos adolescentes foram indiciados sob a acusação de intimidação de um vigia que teria presenciado o ataque.
