O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não concedeu “bênção” a ninguém para a eleição presidencial de 2026 e disse que a única indicação existente no campo da direita partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em referência à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. A entrevista foi dada à Jovem Pan.
“O único líder da direita já deu a bênção, que é para o filho dele, que é o Flávio. Isso para mim está muito cristalino”, afirmou.
Segundo Nikolas, atitudes isoladas não definem liderança política e declarações públicas precisam ser feitas com cautela para evitar distorções.
“Não é porque a gente toma uma atitude que você se torna líder. A gente toma as atitudes porque têm que ser tomadas”, disse.
O deputado também afirmou que há tentativas de inflar nomes dentro do campo conservador para criar narrativas de confronto interno.
“Tem uma galera que muitas das vezes quer ir te jogando para cima para depois ter um lá e a caída ser maior”, declarou.
Ao comentar Flávio Bolsonaro, Nikolas elogiou a atuação do senador.
“O Flávio tem realmente surpreendido, assim, nas entrevistas, na capacidade, na mobilização”, afirmou.
Segundo ele, o parlamentar manteve contato recente com aliados mesmo fora do país. “Inclusive, nos ligou lá de Israel, apoiou também o movimento”, acrescentou em menção à “Caminhada pela Paz”, comandada por Nikolas na última semana.
O deputado destacou a diferença de trajetória entre ele e Jair Bolsonaro e afirmou reconhecer a hierarquia política existente.
“Eu tenho 29 anos de idade, o Bolsonaro teve isso só de deputado federal. Então, óbvio que a trajetória dele, a experiência dele, existem hierarquias, né? E hierarquias têm que ser cumpridas”, disse.
“Eu sei o meu posto, eu sei que tudo tem seu tempo, no seguinte sentido: eu não tô querendo ocupar espaço de ninguém agora”, declarou.
Segundo ele, sua atuação ocorre em um espaço que estava desocupado, sem pretensão de liderança.
“Eu só tô ocupando um espaço que tava vazio, porque as pessoas estavam desanimadas, estavam angustiadas”, afirmou.
Nikolas criticou a exigência de concordância absoluta dentro do campo conservador.
“As pessoas acham que a gente tem que concordar 100% com a pessoa e ignorar tudo que essa pessoa faça, caso contrário você se torna um traidor. Eu acho que esse é um tipo de argumentação e postura que só afasta as pessoas”, afirmou.
O deputado também rejeitou qualquer forma de idolatria política. “Eu não idolatro o Bolsonaro. Eu o sigo, eu o admiro e eu também não quero ser idolatrado”, disse. Segundo ele, atribuir um papel messiânico a lideranças políticas é um erro.
