ALive: Brasil acordou e ninguém vai parar - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

ALive: Brasil acordou e ninguém vai parar

ALive: Brasil acordou e ninguém vai parar
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Mídia tradicional sonega informações, mas realidade “se impõe” e é “irresistível”

O programa ALive desta segunda-feira (26) abordou a manifestação pós “caminhada pela liberdade” organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG). A repórter Mariana Albuquerque, que esteve no ato, criticou a cobertura da imprensa, que tenta reduzir o evento ao raio que caiu no local.

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“Eu acho que agora, tanto a esquerda quanto os outros jornais querem transformar como se fosse só isso, fosse o raio a única coisa do evento”, afirmou Mariana.

Segundo a jornalista, a maioria dos veículos “não foram nem para a caminhada e nem estavam no ato”: “Eu consigo listar todos os colegas que estiveram na caminhada e jornais que estiveram na caminhada e que estavam, inclusive, na hora do raio. Só tinham três colegas, eu e dois colegas, na verdade, três jornalistas, três veículos que estavam lá dentro, o Globo não estava, o SBT não estava”.

“E aí depois surge aquele tanto de jornal para fazer a matéria sobre o raio e sobre as vítimas do raio”, acrescentou. “A manifestação não foi só sobre isso [do raio] e não se resume a isso”.

Ela também disse que achou “bizarro” muitas pessoas e “colegas” da imprensa comemorando o raio ter caído no local do ato.

O apresentador Claudio Dantas também criticou a “mídia mainstream”, que “não trazia nem a notícia da manifestação”: “É um consórcio realmente estruturado para sonegar, sonegar informação para a sociedade”.

“A gente precisa criar, construir os nossos próprios veículos, fazer o nosso próprio debate, pautar os temas que nos interessam e noticiar aquilo que a gente entende que é notícia. Por quê? Porque se depender dos outros, dessa mídia, do Pix, não sai nada, então assim, brutal o negócio”, afirmou Dantas.

“A realidade se impõe, meus amigos, e eu digo de cadeira, ela é irresistível, a verdade e a realidade, elas são irresistíveis”, continuou Dantas. “As pessoas estão indo para debaixo de temporal, tomando raio na cabeça, em defesa daquilo que elas acreditam, e é uma irresponsabilidade, uma canalice, vocês sonegarem essa informação”.

“Vocês debocharem dessas pessoas, é uma parcela imensa da sociedade, que está insatisfeita assim com um governo corrupto, perdulário, que está insatisfeita com um judiciário corrupto também, que não aguenta mais ser escorchada com impostos, com taxas, com restrições de direitos, pessoas que querem uma sociedade livre, próspera, abundante, querem viver suas vidas”, completou o jornalista.

A cientista política Júlia Lucy, que participou do programa de hoje, também disse que a atitude da imprensa é “brutal”: “A imprensa não mostrar isso, eles não estão sendo jornalistas, eles estão querendo reescrever a história, como se na última semana não tivesse havido esse movimento político”.

Lucy disse ainda que a caminhada de Nikolas “foi um dos momentos mais bonitos” que já presenciou “na história recente política brasileira”: “Eu senti uma comoção muito genuína das pessoas, era comum você passar do lado das pessoas e você ver as pessoas orando, as pessoas rezando, muitas crianças ali, as famílias estavam juntas naquele momento”.

“Então, quando o Nikolas fala que o ‘Brasil acordou’, ele pode estar sendo até presunçoso, […] mas o fato é que aquelas pessoas que estavam ali envolvidas nesses dias de caminhada, elas sentiram uma força diferente, a esperança realmente veio e eu acho que é isso que a caminhada aqui foi o grande êxito dela”, completou.

Para o advogado Ricardo Alexandre, o Brasil, realmente, acordou. Ele destacou que “percebia um desânimo muito grande na direita brasileira, por conta de tudo aquilo que aconteceu nos últimos anos, toda perseguição pelo judiciário”. No entanto, agora, com a caminhada, isso mudou.

“Essa marcha do Nikolas significa um início de reação, um início de equilíbrio, um início de discussão política na política, e não mais no judiciário”, afirmou Alexandre.

“Me parece que foi exitoso, sim, teve êxito, teve sucesso, e deve ser utilizado por todo o povo brasileiro como uma fagulha de esperança, o renascimento de esperança num Brasil melhor”, finalizou o advogado.

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