O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta quinta-feira (22) que forças militares americanas estão sendo deslocadas para o Oriente Médio em meio à escalada de tensões com o Irã.
Segundo ele, a movimentação tem caráter preventivo, diante da instabilidade interna no país persa após uma onda de protestos reprimidos pelo regime. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One.
Trump disse que uma grande flotilha segue em direção à região, mas ressaltou que não pretende autorizar um ataque neste momento.
“Temos muitos navios indo naquela direção, por precaução. Temos uma grande força indo em direção ao Irã”, afirmou.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o deslocamento envolve um grupo de ataque liderado por um porta-aviões, acompanhado por navios de escolta, que deve chegar ao Oriente Médio nos próximos dias.
Durante a entrevista, Trump voltou a mencionar a intenção de ampliar sanções contra Teerã. O presidente confirmou que pretende aplicar uma tarifa de 25% a países que mantiverem relações comerciais com o Irã. A medida, anunciada inicialmente em janeiro, ainda não tem data oficial para entrar em vigor.
A possível adoção da tarifa pode afetar parceiros comerciais do regime iraniano, incluindo o Brasil, que mantém fluxo relevante de exportações agrícolas para o país e importa, principalmente, fertilizantes e alimentos.
As declarações ocorrem após um breve recuo do discurso adotado por Trump na semana passada, quando afirmou que poderia evitar uma ofensiva militar caso o governo iraniano suspendesse execuções de manifestantes detidos durante os protestos. Autoridades iranianas chegaram a anunciar a interrupção das punições.
Apesar disso, o Irã reagiu às ameaças e declarou que responderá militarmente caso seja atacado. Diante do cenário, os Estados Unidos e países aliados recomendaram que seus cidadãos deixassem o território iraniano e reduziram o efetivo em bases militares na região.
Segundo o governo iraniano, mais de 3 mil pessoas morreram durante os protestos iniciados no fim de dezembro. Organizações de direitos humanos, no entanto, contestam os números e afirmam que o total de vítimas pode ser maior.
