Otan e Dinamarca dizem que não ofereceram "soberania" da Groenlândia a Trump
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Mundo

Otan e Dinamarca dizem que não ofereceram “soberania” da Groenlândia a Trump

Trump: ofensivas terrestres na Venezuela devem começar 'muito em breve'
Photo: White House

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Porta-voz da Otan diz que reunião com presidente dos EUA foi “produtiva”, mas sem concessões

A Otan e o governo da Dinamarca negaram nesta manhã (22) que a “soberania” da Groenlândia, território autônomo dinamarquês, tenha sido oferecida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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A manifestação ocorre um dia após Trump cancelar as tarifas que havia ameaçado impor a países europeus por serem contra a “conquista” da Groenlândia pelos EUA, depois de se reunir com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Segundo Trump, o encontro com Rutte resultou em um “avanço na estrutura de um acordo futuro em relação à Groenlândia e, de fato, a toda a região Ártica”.

Em declaração à Reuters, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta manhã que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania”. “O Reino da Dinamarca deseja continuar a manter um diálogo construtivo com os aliados sobre como podemos fortalecer a segurança no Ártico, incluindo o Domo de Ouro dos Estados Unidos, desde que isso seja feito com respeito à nossa integridade territorial”, disse Frederiksen.

“É claro que somente a Dinamarca e a própria Groenlândia podem firmar acordos sobre questões que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”, acrescentou a primeira-ministra dinamarquesa.

A Otan também rejeitou qualquer discussão sobre “soberania”. A porta-voz da aliança, Allison Hart, afirmou à Al Jazeera que “o secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”.

Segundo Hart, o encontro foi “produtivo” e teve como foco os “esforços coletivos” dos aliados para garantir a segurança no Ártico: “As negociações entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos prosseguirão com o objetivo de garantir que a Rússia e a China nunca consigam estabelecer uma presença –econômica ou militar– na Groenlândia”.

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