O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta terça-feira (20) que seu recém-criado Conselho de Paz poderia substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas na Casa Branca.
“Pode ser que sim”, respondeu Trump ao ser questionado sobre a possibilidade de o órgão assumir funções da ONU.
“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca correspondeu às expectativas”, criticou.
O Conselho de Paz foi anunciado em 15 de janeiro para supervisionar a Faixa de Gaza, como parte da segunda fase do plano de Trump para encerrar o conflito entre Israel e Hamas.
Segundo a Casa Branca, o conselho terá “papel essencial na execução dos 20 pontos do plano presidencial, oferecendo supervisão estratégica, mobilizando recursos internacionais e assegurando a prestação de contas durante a transição de Gaza do conflito para a paz e o desenvolvimento”.
Trump confirmou que enviou convites a líderes mundiais para integrar o conselho, incluindo o presidente brasileiro Lula (PT) e o presidente russo Vladimir Putin.
“Eu gosto dele”, disse sobre Lula. Questionado sobre Putin, respondeu apenas: “Sim, ele foi convidado”.
Outros líderes convidados incluem os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; do Egito, Abdel Fattah el-Sisi; e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
A reação internacional tem sido mista. O presidente francês Emmanuel Macron já indicou que não aceitará o convite, citando dúvidas sobre o escopo do conselho. O Reino Unido manifestou preocupação com a possível participação de Putin e do presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenski também recebeu o convite, mas declarou que é difícil imaginar sentar-se ao lado de Putin.
O conselho será liderado por Trump e terá um comitê executivo formado por políticos e empresários, entre eles Marco Rubio, Steve Witkoff, Jared Kushner, Tony Blair, Marc Rowan, Ajay Banga e Robert Gabriel. O grupo terá como objetivo supervisionar a implementação do plano de Gaza e, futuramente, expandir sua atuação para outros conflitos globais.
