O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta terça-feira (20) que considera incluir a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, em algum papel no processo político da Venezuela. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa na Casa Branca.
“Uma mulher incrivelmente gentil que também fez algo incrível, como vocês sabem”, disse Trump ao comentar sobre a opositora.
Em seguida, acrescentou: “Podemos envolvê-la de alguma forma”. O presidente ainda afirmou: “Eu adoraria poder fazer isso, María, talvez possamos”.
As falas sinalizam uma mudança no discurso do republicano em relação à política venezuelana. Em declarações anteriores, Trump havia descartado Machado como possível líder do país, alegando que ela não detinha o “respeito” da maioria dos venezuelanos. Na ocasião, o presidente norte-americano também demonstrou maior disposição ao diálogo com integrantes do regime chavista.
Trump voltou a comentar o cenário na Venezuela e afirmou que sua percepção sobre o país mudou.
“Eu me sentia tão fortemente contra a Venezuela, agora estou amando a Venezuela. Eles têm trabalhado conosco muito bem. Tem sido muito bom”, declarou.
A aproximação ocorre após a prisão de Nicolás Maduro. O ex-ditador venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos em 3 de janeiro durante uma operação conduzida pelo governo dos Estados Unidos e levados a Nova York, onde respondem à Justiça.
María Corina Machado esteve na Casa Branca na semana passada, quando se reuniu com Trump e entregou ao presidente norte-americano a medalha do Prêmio Nobel da Paz, concedido a ela em 2025 por sua atuação em defesa da democracia na Venezuela. Após a ocasião, Trump agradeceu o gesto e afirmou, em publicação nas redes sociais, que foi uma “grande honra” conhecê-la, além de classificá-la como uma “mulher extraordinária”.
