A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou hoje (16) que as instalações da Sala de Estado Maior do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como Papudinha, são “menos prejudiciais” à saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, disse que a família seguirá atuando para que ele cumpra pena em casa.
Em manifestação pública, Michelle destacou o impacto da prisão sobre a família e reiterou o pedido de prisão domiciliar. “Sou esposa. Sou mãe. Sou mulher. Carrego a dor da minha filha, a dor do meu marido e a dor de todos que o amam. A minha própria dor eu preciso conter para conseguir continuar de pé, porque eu preciso resistir, preciso ser uma coluna, uma intercessora, para ajudar o meu marido a suportar os sofrimentos em cada um desses dias”, escreveu.
Na mesma declaração, afirmou que o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados familiares. “O estado de saúde do meu marido, inclusive os riscos de queda, demandam que ele esteja em casa; sendo cuidado por nós, pela família. Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa”, disse.
Transferência para a Papudinha
Na quinta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Sala de Estado Maior da Papudinha.
Na decisão, o ministro rejeitou críticas feitas por familiares e aliados do ex-presidente sobre o tratamento recebido na PF. Ainda assim, afirmou que a “total ausência de veracidade nas reclamações” não impede a transferência para uma unidade com “condições ainda mais favoráveis”.
Segundo o despacho, o novo local permitirá ampliação do tempo de visitas, realização livre de banho de sol e exercícios físicos em qualquer horário do dia, além da instalação de equipamentos para fisioterapia, em atendimento a recomendação médica.
