Protestos atingem todas as províncias do Irã e já resultaram em mais de 18 mil detenções
O número de mortos nos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no Irã já supera 2.000. Segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), 2.403 pessoas morreram desde o início das manifestações.
Entre as vítimas estão 12 crianças. A ONG também contabiliza nove civis que não participavam dos atos, além de 147 integrantes das forças de segurança e apoiadores do regime, incluindo ao menos cinco civis pró-Khamenei. Outras 1.134 pessoas ficaram gravemente feridas.
Os protestos contra o aiatolá acontecem em 187 cidades e já alcançaram todas as 31 províncias iranianas. Até o momento, 18.434 pessoas foram detidas.
O Irã deve executar hoje (14) Erfan Soltani, de 26 anos, preso sob acusação de ligação com protestos na cidade de Karaj, segundo a ONG curda Hengaw. A organização afirma que Soltani não teve acesso a advogado nem a garantias básicas do devido processo legal.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem (13), em entrevista à CBS News, que adotará “medidas muito duras” caso o regime iraniano passe a enforcar manifestantes. Nas redes sociais, o republicano também incentivou que os “iranianos patriotas” sigam protestando, defendeu a ocupação de instituições do Teerã e afirmou que “a ajuda está a caminho”.
