Irã convoca marcha nacional em meio a repressão
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Irã convoca marcha nacional em meio a repressão

Pezeshkian atribui violência a “terroristas urbanos”; mortes passam de 500, segundo entidade de direitos humanos

presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
presidente do Irã, Masoud Pezeshkian

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Por Redação

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, convocou a população para uma “marcha de resistência nacional” nesta segunda-feira (12) em todo o país. O chamado ocorre em meio à escalada de protestos e à repressão conduzida pelas forças de segurança, que o governo atribui a “criminosos terroristas urbanos”, segundo o New York Times.

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Em pronunciamento à TV estatal no domingo (11), Pezeshkian afirmou que trabalha para conter a insatisfação popular diante da crise econômica, mas declarou que não permitirá a desestabilização do país por manifestantes. As manifestações começaram no fim de dezembro de 2025, impulsionadas por inflação elevada, desvalorização da moeda e aumento de preços de bens essenciais.

De acordo com a agência Hrana (Human Rights Activists News Agency), até domingo foram registradas 544 mortes, incluindo 47 integrantes das forças policiais, e 10.681 prisões. A entidade relata uso de armas de fogo, gás lacrimogêneo e munição de espingardas, além de ameaças judiciais contra manifestantes.

Com o avanço dos protestos, autoridades iranianas responsabilizaram os Estados Unidos e Israel por suposto apoio aos atos. O governo decretou três dias de luto nacional pelas vítimas atribuídas aos “criminosos terroristas urbanos”, conforme a agência Tasnim.

Ainda segundo o New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia sanções e ciberataques contra o Irã e ameaçou ações adicionais caso a repressão resulte em mais mortes. Trump deve se reunir nesta terça-feira (13) com Marco Rubio, Pete Hegseth e o general Dan Caine para discutir possíveis medidas.

Os protestos passaram a incorporar demandas por reformas políticas, mudanças no sistema judiciário e maior liberdade, com críticas diretas ao líder supremo Ali Khamenei, no poder desde 1989. O governo impôs cortes de internet e restrições de comunicação após Khamenei classificar os manifestantes como “sabotadores”. A oposição permanece fragmentada, sem liderança unificada, em meio à repressão contínua.

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