ALive: Moraes será responsabilizado caso Bolsonaro morra
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

ALive: Moraes será responsabilizado caso Bolsonaro morra na prisão

Foto: Reprodução

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Ex-presidente sofre “tortura institucionalizada” e é “tamagotchi” de Moraes

Durante o ALive desta segunda-feira (12), a apresentadora Júlia Lucye os analistas comentaram o estado de saúde de Jair Bolsonaro. De acordo com o vereador Carlos Bolsonaro, o ex-presidente precisou de atendimento médico ontem (11) e sua crise de soluços evoluiu para um “quadro de azia constante”.

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Lucy classificou o quadro de Bolsonaro como “debilidade profunda” e afirmou que ele “tinha que estar em casa” se recuperando ao invés de estar preso na Superintendência da PF em Brasília. Segundo ela, o ex-presidente provavelmente apresenta úlcera, já que passou “por uma série de cirurgias” recentemente.

A cientista política acrescentou que Bolsonaro está em “estado grave”, “sofrendo” e “com dificuldade de se recuperar”.

Já a advogada Carol Sponza afirmou que Alexandre de Moraes é “responsável por tudo o que está acontecendo” com Bolsonaro. Disse ainda que o ministro do STF será responsabilizado caso o ex-presidente morra na prisão por falta de tratamento adequado.

Segundo Sponza, Bolsonaro pode “chegar num quadro de debilidade que é muito nocivo pra uma pessoa na condição dele, que acabou de sair de várias cirurgias”.

“Não foram só essas cirurgias desse ano, ele já fez mais de nove cirurgias. Então, ele já tem um quadro clínico constante, independente do momento, de debilidade por conta da facada, que impede ele de se alimentar direito, ele vai emagrecer e pode virar óbito”, disse a advogada.

Sponza ainda disse que Bolsonaro é um “tamagotchi” do ministro do STF: “Se ele decidiu que ele agora é o responsável pra controlar a saúde do Bolsonaro, quando ele morrer é culpa dele. Ele tem que ser responsabilizado e preso”.

A advogada acrescentou que a “falta de empatia [de Moraes com Jair] não é crime, mas todo o resto [como negar domiciliar] é”.

A advogada Guta Pini, que participou do ALive pela 1ª vez, criticou Moraes por anular de ofício a sindicância que inspecionaria a cela de Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília.

“De onde que o ministro tirou que o CFM não tem competência pra tratar de questões de ética profissional médica dentro da Polícia Federal?”, questionou Pini. “Qual foi a lei que ele tirou do bolso pra determinar isso?”.

O analista internacional Marcos Degaut classificou a situação do ex-presidente como “tortura institucionalizada”: “Nós temos aí instituições absolutamente submissas, instituições acovardadas, que assistem a esse indivíduo, ao imperador, o ditador perpétuo do Brasil, a rasgar todas as leis, a criar normas que estão na cabeça dele, e permanecemos todos acovardados”.

Degaut acrescentou que, no atual estado de saúde, Bolsonaro “não chega vivo na próxima eleição”.

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