Segundo Queiroz, conjunto foi usado para dar “verniz de sustentabilidade” ao Master
Durante participação no ALive desta sexta-feira (09), o analista financeiro Hugo Queiroz afirmou que um conjunto “político, regulatório e jurídico” permitiu que o escândalo do Banco Master atingisse o patamar que acabou resultando na sua liquidação pelo Banco Central (BC).
Segundo o analista, todos os envolvidos têm responsabilidades na crise da instituição de Daniel Vorcaro. Para Queiroz, o Master era apenas “um verniz de coisas inovadoras financiadas e sustentadas por algo que precisava de um ambiente como o que vemos hoje”.
“Regulatório, jurídico, político… tudo isso para dar o verniz de sustentabilidade”, disse o analista no programa do jornalista Claudio Dantas.
Queiroz destacou que, se os agentes do mercado já identificavam problemas no Master, os órgãos regulatórios também tinham conhecimento da “iliquidez” do banco e de que os títulos “não possuíam lastro”: “Já deveriam ter feito, tomado as decisões de intervir [liquidar] antes, mas bem antes, muito antes de permitir que chegasse esse tamanho de operação”.
“Foi um conjunto entre político, regulatório, jurídico, que permitiu chegar-se a esse tamanho esse escândalo do banco”, acrescentou.
Agora, segundo Queiroz, “cabe fazer são as críticas devidas e as responsabilizações devidas para cada um dentro da sua participação: Banco Central falhou, com certeza falhou. Políticos que jamais deveriam ter esse tipo de interferência foi permitido. E jurídico, o que a gente viu dos 129 milhões é um absurdo enorme que deu a chancela e o verniz de legalidade”.
