Venezuelanos no Bolsa Família sobem para 205 mil em oito anos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Venezuelanos no Bolsa Família sobem para 205 mil em oito anos

Número de venezuelanos atendidos pelo Bolsa Família cresce de 1.062 para 205 mil entre 2017 e 2025, segundo dados oficiais do governo federal
Número de venezuelanos atendidos pelo Bolsa Família cresce de 1.062 para 205 mil entre 2017 e 2025, segundo dados oficiais do governo federal

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Por Redação

Estrangeiros do país vizinho concentram 61% dos beneficiários não brasileiros

A crise humanitária na Venezuela elevou de forma expressiva o número de venezuelanos residentes no Brasil atendidos pelo Bolsa Família. O total passou de 1.062 beneficiários no fim de 2017 para 205 mil em setembro de 2025, segundo um levantamento obtido pelo UOL.

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Os venezuelanos representam 61% dos 331 mil estrangeiros que recebem o benefício. Os dados são de setembro de 2025 e foram obtidos no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome por meio da Lei de Acesso à Informação.

A Venezuela lidera o ranking de estrangeiros beneficiados desde 2019. Até 2018, o maior grupo era o de haitianos. Considerando uma população estimada de 582 mil venezuelanos no Brasil, cerca de um em cada três é atendido pelo programa.

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Estrangeiros beneficiados pelo Bolsa Família (setembro de 2025):

  • Venezuela: 205.526
  • Bolívia: 25.227
  • Angola: 14.031
  • Paraguai: 12.731
  • Cuba: 12.465
  • Haiti: 11.751
  • Argentina: 6.604
  • Colômbia: 6.137
  • Peru: 4.412
  • Portugal: 3.562

Em setembro de 2025, o número de venezuelanos atendidos recuou 6% em relação a dezembro de 2024, acompanhando a queda geral do programa. No período, o total de beneficiários no país caiu de 20,5 milhões para 19 milhões.

A maioria dos venezuelanos entrou no Brasil por Roraima e foi recebida pelo poder público por meio da Operação Acolhida, criada em 2018 para lidar com o aumento do fluxo migratório na fronteira.

Os critérios do benefício para venezuelanos 

O ministério informa que a inclusão de estrangeiros no Bolsa Família é permitida desde a criação do programa, em 2003, para famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. A regra vale para imigrantes e refugiados.

“O critério de elegibilidade é socioeconômico: as famílias precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuir renda mensal por pessoa de até R$ 218”, informou a pasta.

Para receber o benefício, o responsável familiar deve comprovar baixa renda e apresentar CPF ou título de eleitor. Os demais membros precisam apresentar documento de identificação. Após o cadastro, as famílias passam por análise de elegibilidade e pré-habilitação.

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