Ministro do STF teria pressionado presidente do BC para tentar “salvar” banco de Daniel Vorcaro
O Banco Central (BC) impôs sigilo total aos registros de comunicação entre autoridades da autarquia e Alexandre de Moraes relacionados ao Banco Master. O órgão afirma que os documentos contêm “dados patrimoniais” e “informações pessoais” protegidas por lei.
O site Metrópoles pediu acesso, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a todos os registros de reuniões e trocas de comunicação referentes ao caso. O BC negou integralmente o pedido.
Com a decisão da autarquia, ficaram sob restrição inclusive informações básicas, como datas de encontros, registros de reuniões e trocas de mensagens.
Reportagens apontam que o ministro do STF teria pressionado o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para “salvar” o banco de Daniel Vorcaro. Os dois teriam conversado ao menos 6 vezes sobre o tema, o que ambos negam. O escritório de advocacia da esposa de Moraes foi contratado pelo Master por R$ 129 mi.
Galípolo afirmou à época que todas as tratativas com o magistrado envolvendo o Master haviam sido devidamente registradas pela autarquia. “Documentamos tudo”, declarou o presidente do BC. “Cada uma das ações, reuniões, trocas de mensagens e comunicações está registrada”.
Leia a justificativa do BC:
“Nos processos em que o Banco Central examina operações de transferência de controle, há, entre outros, dados de operações financeiras, protegidos por sigilo bancário; informações pessoais protegidas pelo direito à intimidade e à privacidade; dados patrimoniais, contábeis e estratégicos das instituições supervisionadas, protegidos pelo sigilo empresarial.
Como as manifestações de caráter técnico do Banco Central tratam integralmente de tais dados sigilosos, não será possível disponibilizarmos as informações requeridas”.
