Mídia internacional cita Rocío San Miguel e Enrique Márquez; Brasil diz não haver confirmação oficial
Os primeiros nomes de presos políticos que podem ser libertados pelo governo interino da Venezuela começaram a circular hoje (8), segundo informações divulgadas pela mídia internacional. Entre eles estão a advogada Rocío San Miguel e o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, ambos detidos durante o governo de Nicolás Maduro.
Também aparecem nas listas não oficiais o ex-vice-presidente da Assembleia Nacional Juan Pablo Guanipa e o jornalista Roland Carreño. Outros nomes mencionados são Perkins Rocha, advogado de María Corina Machado, e Rafael Tudares, genro do ex-diplomata Edmundo González Urrutia.
Uma fonte da embaixada do Brasil em Caracas afirmou que ainda não há confirmação oficial dos nomes, apesar das informações divulgadas por redes internacionais de notícias. Segundo o relato, o governo brasileiro acompanha a situação por canais diplomáticos.
O anúncio das libertações foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que afirmou que as solturas começaram “a partir deste exato momento”, sem informar o número total de beneficiados. Trata-se das primeiras liberações sob o governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro, em 3 de janeiro.
Segundo Jorge Rodríguez, a decisão foi tomada de forma unilateral e teve como objetivo a “convivência pacífica”. Apesar disso, ele agradeceu a mediação do ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente Lula e do governo do Catar. A participação efetiva desses atores na decisão não foi detalhada.
Rocío San Miguel foi presa em fevereiro de 2024, acusada de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe. Enrique Márquez foi detido em janeiro de 2025, sem acusação formal divulgada. Até o momento, o governo venezuelano não publicou uma lista oficial com os nomes dos libertados.
