Levantamento indica Sanderson como principal nome da direita e baixo desempenho de aliados de Lula
Levantamento do Instituto Gaúcho de Pesquisas de Opinião (IGAPE) sobre a disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul aponta vantagem de candidatos associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto nomes ligados ao Lula registram desempenho inferior, tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada.
Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde livremente em quem votaria para o Senado, o índice de indecisos chega a 41,64%. Entre os nomes citados, o governador Eduardo Leite (PSD) lidera com 16,34%. Na sequência aparece o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), apoiado por Bolsonaro, com 12,73%.

Em seguida surgem Manuela D’Ávila, com 9,53%, e o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), com 7,23%. O senador Paulo Paim (PT), aliado de Lula, registra 5,40%, ocupando a última posição entre os principais nomes citados. Outros candidatos somam 1,10%.
Quando questionados sobre uma segunda opção espontânea de voto, a indecisão sobe para 58,36%. Nesse cenário, Marcel van Hattem aparece com 8,22%, seguido por Sanderson, com 7,70%, e Eduardo Leite, com 7,07%. Paulo Paim mantém desempenho reduzido, com 5,13%. Outros nomes somam 1,36%.

Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista de candidatos, Eduardo Leite lidera com 22,32% das intenções de voto. Sanderson aparece em segundo lugar geral e em primeiro entre os nomes da direita, com 17,44%, consolidando-se como o principal pré-candidato do PL ao Senado no Estado.
Na sequência, Manuela D’Ávila registra 15,77%, Marcel van Hattem soma 11,84% e Paulo Paim marca 11,05%. Declararam voto branco ou nulo 6,18%, enquanto 0,26% optaram por outro nome.
O levantamento também avaliou o grau de conhecimento dos eleitores sobre Sanderson. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmaram já ter ouvido falar no deputado federal.
“Recebo esse resultado com responsabilidade, honrado pelo grau de confiança, mas com os pés no chão, já que a disputa do ano que vem ao Senado promete muita concorrência. Esses números mostram que o nosso trabalho é sério e qualificado, reconhecido positivamente pela sociedade gaúcha. Seguiremos ouvindo a população e construindo um projeto sólido para o futuro do Rio Grande e do Brasil”, afirmou Sanderson.
A pesquisa ouviu 2.300 eleitores em entrevistas presenciais realizadas em 48 municípios do Rio Grande do Sul, entre os dias 22 e 29 de novembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
