Prisões, medicamentos e familiares: veja como foram as detenções na trama do golpe
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Prisões, medicamentos e familiares: veja como foram as detenções na trama do golpe

Alexandre de Moraes autoriza trabalho interno, leitura para remição de pena e cursos EAD a Almir Garnier, condenado a 24 anos pelo STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Condenados detalharam circunstâncias das prisões em audiências de custódia

O general Augusto Heleno afirmou em audiência de custódia no STF que possui doenças e faz uso de medicamentos. Ele pediu que as informações médicas fiquem sob sigilo no processo de execução penal. Heleno declarou ter Alzheimer desde 2018, antes de assumir o comando do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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“Tem doenças e faz uso de medicamentos, conforme documentação que já está juntada aos autos, com anotação de segredo de justiça, não respondeu a processo criminal anteriormente”, disse.

A defesa solicitou que a gravação e a ata da audiência fossem mantidas em sigilo para preservar dados de saúde. Também pediu que o exame de corpo de delito fosse protegido. A juíza informou que o pedido seria encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.

No exame feito no Comando Militar do Planalto, Heleno relatou: “Refere ser portador de Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso”.

O general foi condenado a 21 anos de prisão e está custodiado em área militar em Brasília, em unidade subordinada a oficial de quatro estrelas.

O ex-comandante da Marinha Almir Garnier relatou, em audiência de custódia, que foi preso em uma academia de ginástica. Segundo ele, a detenção ocorreu por volta das 15h.

O ex-comandante afirmou que “não apontou qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais responsáveis pelo cumprimento” do mandado de prisão.

Garnier foi condenado a 24 anos de prisão e cumpre pena na Estação Rádio da Marinha, em Brasília, a cerca de 30 quilômetros do centro da capital.

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres informou em audiência que faz uso de medicamentos para tratamento psiquiátrico.

Ele citou o uso de cloridrato de venlafaxina, cloridrato de olanzapina e Rivotril.

“O custodiado não apontou qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais responsáveis pelo cumprimento do indigitado Mandado de Prisão”, registra o termo da audiência.

Torres foi preso no escritório de seu advogado, em Brasília, e cumpre pena de 24 anos no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”.

As prisões ocorreram após o ministro Alexandre de Moraes decretar o trânsito em julgado das condenações da ação penal da trama do golpe, encerrando a fase de recursos e determinando o início imediato do cumprimento das penas.

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