Supersalários de servidores públicos custam R$ 20 bi ao Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Supersalários de servidores públicos custam R$ 20 bi ao Brasil

Servidores - Após a derrota da MP que reajustaria o IOF, o governo Lula inicia série de exonerações de indicações do Centrão em órgãos como Caixa, Codevasf, Iphan e Dnit, atingindo PP, PSD, União Brasil e MDB Esplanada dos Ministérios, em Brasília - Foto: Ana Volpe/ Agência Senado
Foto: Ana Volpe/ Agência Senado

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Mais de 53 mil servidores públicos ganham acima do teto do funcionalismo

53.488 servidores públicos recebem salários acima do teto do funcionalismo no Brasil, aponta levantamento encomendado pelo Movimento Pessoas à Frente e pela República.org. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o país gastou cerca de R$ 20 bilhões com pagamentos que ultrapassaram o teto da remuneração pública.

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O estudo comparou o Brasil com Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Itália, México, Portugal e Reino Unido e concluiu que o país lidera com folga o ranking de “supersalários” no serviço público.

A Argentina aparece em 2º lugar, com cerca de 27 mil funcionários ganhando acima do salário do presidente. Os EUA ocupam a 3ª posição, com 4.081 casos.

Os supersalários no Brasil estão altamente concentrados no Judiciário:

  • 79,9% dos juízes recebem acima do teto (R$ 46.366,19 mensais, em média)
  • 70,4% dos membros do Ministério Público
  • 59,4% das carreiras da Advocacia-Geral da União (AGU)

No Executivo, 12.200 servidores ultrapassaram o limite, sendo R$ 4,33 bilhões pagos a mais. Na Câmara dos Deputados, mil funcionários estão na lista de supersalários.

Os ganhos quase sempre acima do teto colocam 75% dos magistrados brasileiros no 1% mais rico do país (renda acima de R$ 685 mil anuais em 2025). O Brasil tem 18.987 juízes em atividade, segundo o CNJ.

“Quase 11.000 juízes brasileiros ganharam mais de US$ 400 mil (paridade de poder de compra – PPP) entre agosto de 2024 e julho de 2025, o que ultrapassa a remuneração paga a qualquer juiz de 7 dos 10 países estudados”, diz o estudo.

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