Para líder do PT, conflito com Motta não preocupa o governo
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Para líder do PT, conflito com Motta não preocupa o governo

líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) Foto: Reprodução
líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) Foto: Reprodução

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Por Redação

Lindbergh diz que foco está na articulação pela aprovação de Messias e no avanço do Orçamento, não nas tensões na Câmara

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta quarta-feira (26/11) que a tensão envolvendo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não está entre as principais preocupações do governo.

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Segundo ele, as prioridades do Palácio do Planalto são a aprovação de Jorge Messias no Senado e a votação da LDO e da LOA.

A Câmara é uma questão menor, esse negócio do Hugo Motta. Se fosse com a Gleisi, eu estaria preocupado”, disse o petista, durante ato no Palácio do Planalto.

A declaração ocorre após o rompimento de Motta com Lindbergh, em meio a uma escalada de atritos entre os dois.

O desgaste atingiu seu ponto mais crítico durante a tramitação do PL Antifacção, quando críticas públicas do líder petista ao comando da Câmara irritaram o presidente da Casa.

Nos últimos meses, o clima entre a Câmara e o governo tem se deteriorado.

A escolha do deputado Guilherme Derrite (PL-SP) como relator do PL Antifacção, decisão tomada por Motta e mal recebida pelo Planalto, aprofundou ainda mais a crise.

Lindbergh reforçou que, para o governo, o foco imediato é garantir votos para que Jorge Messias seja aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação do advogado, porém, não foi bem acolhida por setores do Congresso. O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deu sinais de resistência ao nome.

A relatoria da indicação ficará com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que será responsável por conduzir o processo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da votação no plenário.

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