Lula deve “entrar em campo” para garantir votos a Messias no Senado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula deve “entrar em campo” para garantir votos a Messias no Senado

Lula afirma que relação com Trump “vai muito bem”, defende redução de tarifas e diz que Brasil e EUA ampliarão cooperação contra o crime organizado
Foto: Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Lindbergh Farias afirma que aprovação do AGU ao STF é prioridade máxima do governo

O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta quarta-feira (26/11) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuará diretamente para garantir a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo o deputado, a indicação é considerada “prioridade central” do governo.

“A aprovação do Messias é uma questão muito importante. O presidente Lula vai entrar em campo como prioridade central do governo. É prioridade para o governo”, disse Lindbergh durante cerimônia no Palácio do Planalto.

A declaração confirma que o Planalto pretende intensificar a articulação política nos próximos dias para assegurar maioria no Senado.

A nomeação de Messias, porém, enfrenta resistência. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não recebeu bem a indicação e ainda não definiu a data da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Lula deve “entrar em campo” para garantir votos a Messias no Senadofoto: Agência Brasil
Lula deve “entrar em campo” para garantir votos a Messias no Senado         foto: Agência Brasil

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi escolhido relator do processo e será responsável por elaborar o parecer recomendando ou não a aprovação do indicado.

O rito seguirá o padrão das indicações ao Supremo: após a leitura do relatório e a sabatina, os senadores votam secretamente na CCJ.

Para ser aprovado, Messias precisa de maioria simples, mais da metade dos membros do colegiado. Se passar, seu nome segue ao plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos favoráveis, a chamada maioria absoluta. Só depois disso Lula poderá formalizar a nomeação via decreto publicado no Diário Oficial.

Apesar de o governo trabalhar com cenário favorável, a margem apertada da recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República acendeu o alerta. Gonet obteve 45 votos a 26 — apenas quatro além do mínimo exigido.

A avaliação entre parlamentares é de que a votação evidenciou um ambiente político menos controlado e mais imprevisível para o Planalto.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade