Messias ignorou alerta da AGU sobre sindicato do irmão de Lula
O presidente da CPMI do “roubo dos aposentados”, Carlos Viana (Podemos-MG), colocará em pauta, na sessão de quinta-feira (27), o pedido de convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias. Anúncio foi feito em postagem no X na madrugada de hoje (25).
“Em temas que envolvem o interesse público, a verdade sempre encontra seu caminho e o Parlamento existe para permitir que ela apareça”, escreveu Viana na rede social.
Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Messias é alvo de críticas por, enquanto AGU, ter ignorado alerta interno do próprio órgão sobre o Sindnapi, que tem o irmão de Lula, Frei Chico, como vice.
Em setembro deste ano, a AGU pediu à Justiça o bloqueio de cerca de R$ 3 bi em bens de 12 entidades associativas e três empresas investigadas por descontos ilegais em benefícios do INSS. O Sindnapi-FS figurava entre os alvos.
No entanto, a ação veio com 1 ano e 5 meses de atraso em relação a um relatório de procuradores da própria AGU, que já identificava o sindicato do irmão de Lula como uma das entidades com aumento expressivo de queixas judiciais e recomendava a suspensão de convênios para coibir fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas.
Após a revelação da prevaricação, parlamentares da oposição reforçaram a necessidade de ouvir Messias na CPMI. Deputados e senadores querem que o AGU esclareça a blindagem ao Sindnapi.
MESSIAS E O STF
Ontem (24), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgou nota que pautará a sabatina de Messias ao STF “no momento oportuno” e com “absoluta normalidade”, “de maneira que cada senador e cada senadora possa apreciar devidamente a indicação e manifestar livremente seu voto”.
A declaração foi feita após o indicado ao Supremo publicar uma carta aberta afagando Alcolumbre.
O presidente do Senado tinha como favorito para a vaga no STF o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Ele chegou a se reunir com Lula para defender o nome. Pacheco também era o favorito dos ministros do próprio STF.
