Rogério Marinho confirma voto contrário à indicação de Lula
O senador Rogério Marinho (PL-RN) reiterou, nesta segunda-feira (24), a posição do PL (Partido Liberal) contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o líder da oposição no Senado, a legenda votará contra o nome de Messias.
“Nós estamos no mesmo lugar que sempre estivemos. Nós somos contra que o presidente [Lula] indique o advogado-geral da União. Claro que vamos votar contra a indicação de Jorge Messias”, disse o líder da oposição no Senado após reunião da bancada do PL na sede do partido, em Brasília.
Indicado pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, Messias ainda deve ser sabatinado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado antes de ser apreciado pelo plenário da Casa. Ainda não há data definida.
São necessários ao menos 41 votos para aprovação.
A frustração de parte do Senado foi agravada pela preterição do nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendido por líderes do Congresso.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a sabatina ocorrerá no “momento oportuno”. Segundo ele, “cada Poder da República atua dentro de suas próprias atribuições, preservando o equilíbrio institucional e o respeito aos ritos constitucionais”.
Senadores avaliam que o número de assinaturas recentes em pedidos de impeachment de ministros do STF indica tendência de rejeição. Ao menos 41 parlamentares já subscreveram requerimentos semelhantes e são considerados votos contrários a Messias.
Messias é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Atuou como consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.
Ganhou projeção nacional após ser citado em diálogo grampeado pela Lava Jato, no episódio do “Bessias”. Coordenou a equipe jurídica do governo de transição em 2022 e assumiu a AGU em 2023.
Sua indicação enfrenta resistência crescente no Senado.
