Ex-presidente da Petrobras cita “intrigas” e fala em redução de espaço político
Após 12 anos de filiação, o ex-senador pelo Rio Grande do Norte e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates anunciou, nesta segunda-feira (24), sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT).
Em carta de sete páginas, Prates afirmou que a decisão foi motivada por disputas internas. Segundo ele, “minha saída, provocada por intrigas palacianas e desinformações deliberadamente plantadas” resultou no esvaziamento de seu espaço político dentro do partido.
Ele relatou que a ausência de manifestação pública do PT à época de sua demissão reforçou a percepção de isolamento e afirmou que as discussões recentes sobre o cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte consolidaram sua decisão.
Prates declarou que não guarda ressentimentos. “Não carrego mágoas. Carrego gratidão e consciência tranquila”, escreveu.
Na carta, afirmou que seguirá atuando no campo progressista e indicou que pretende disputar uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Norte em 2026, por outra legenda.
O ex-senador também agradeceu à governadora Fátima Bezerra, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro Fernando Haddad, a Aloizio Mercadante, Henrique Fontana, José Dirceu e ao presidente do PT, Edinho Silva.
Prates foi escolhido por Lula para presidir a Petrobras em 2023 e permaneceu no cargo por dois anos. Em 2024, foi demitido pelo presidente. Segundo ele, a saída ocorreu após a disseminação de informações falsas por integrantes da base governista.
