Monitoramento aponta 42% contrários e 35% favoráveis à detenção
A maioria das manifestações nas redes sociais foi contrária à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo levantamento da Quaest divulgado neste domingo (23).
O monitoramento aponta que 42% das postagens foram contra a prisão. Outros 35% defenderam a medida. Já 23% se mantiveram neutros.
A prisão preventiva foi decretada no sábado (22), após decisão que apontou violação da tornozeleira eletrônica.
Perfis ligados à esquerda elogiaram a atuação das instituições. Já perfis alinhados à direita denunciaram perseguição política.
O volume de menções atingiu o pico entre 9h e 11h. A coleta foi feita até as 14h. A notícia da prisão começou a circular por volta das 7h.
Ao todo, foram analisadas 447 mil postagens, feitas por mais de 128 mil autores, com alcance estimado em 116 milhões de contas.
Entre parlamentares, a maioria das publicações partiu de governistas. No período, foram identificados 73 perfis pró-governo, 12 de centro e 50 de oposição.
O monitoramento foi encerrado antes da divulgação de que Bolsonaro admitiu ter mexido na tornozeleira eletrônica.
A Quaest comparou o impacto da prisão de Bolsonaro com outros temas de grande repercussão. A detenção teve mais menções por hora do que a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que registrou 122 mortes em 28 de outubro.
A metodologia utilizada foi de “social listening”, com coleta de dados em redes como X, Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr, TikTok, Bluesky e YouTube, além de sites de notícias, Wikipédia e Google.
