Quaest: maioria nas redes é contra prisão de Bolsonaro
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Brasil

Quaest: maioria nas redes é contra prisão de Bolsonaro

Pesquisa Quaest mostra que 42% das postagens nas redes sociais foram contra a prisão de Jair Bolsonaro, enquanto 35% apoiaram a medida
Foto: Alan Santos/PR

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Monitoramento aponta 42% contrários e 35% favoráveis à detenção

A maioria das manifestações nas redes sociais foi contrária à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo levantamento da Quaest divulgado neste domingo (23).

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O monitoramento aponta que 42% das postagens foram contra a prisão. Outros 35% defenderam a medida. Já 23% se mantiveram neutros.

A prisão preventiva foi decretada no sábado (22), após decisão que apontou violação da tornozeleira eletrônica.

Perfis ligados à esquerda elogiaram a atuação das instituições. Já perfis alinhados à direita denunciaram perseguição política.

O volume de menções atingiu o pico entre 9h e 11h. A coleta foi feita até as 14h. A notícia da prisão começou a circular por volta das 7h.

Ao todo, foram analisadas 447 mil postagens, feitas por mais de 128 mil autores, com alcance estimado em 116 milhões de contas.

Entre parlamentares, a maioria das publicações partiu de governistas. No período, foram identificados 73 perfis pró-governo, 12 de centro e 50 de oposição.

O monitoramento foi encerrado antes da divulgação de que Bolsonaro admitiu ter mexido na tornozeleira eletrônica.

A Quaest comparou o impacto da prisão de Bolsonaro com outros temas de grande repercussão. A detenção teve mais menções por hora do que a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que registrou 122 mortes em 28 de outubro.

A metodologia utilizada foi de “social listening”, com coleta de dados em redes como X, Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr, TikTok, Bluesky e YouTube, além de sites de notícias, Wikipédia e Google.

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