Fracasso do programa Desenrola expõe tragédia da política econômica de Lula e Haddad
Fernando Haddad prepara seu desembarque do governo Lula com sentimento de missão cumprida. “O que Lula encomendou, eu entreguei”, disse, em entrevista dias atrás. Não é segredo para ninguém que o ministro da Fazenda entregou mais impostos, mais gastos e mais dívida pública. A consequência de tamanha perversidade será sentida em breve, quando Haddad já não estiver no cargo.
Pegue, por exemplo, o incensado programa Desenrola, criado em parceria com a Febraban para reduzir na canetada o nível de endividamento da população. Lançado em julho de 2023, tinha como objetivo angariar apoio social à gestão petista em seu primeiro ano. Na ocasião, segundo a CNC, o endividamento das famílias brasileiras chegava a 78,5%.
Este número representava um patamar historicamente alto e a inadimplência também era uma preocupação significativa, com cerca de 70 milhões de pessoas com restrições em seus nomes, de acordo com o Serasa. Após 10 meses, o programa chegou ao fim, beneficiando 15 milhões de pessoas com a renegociação de R$ 53 bilhões em dívidas.
Eis que chegamos a novembro de 2025 com 79,5% das famílias novamente endividadas, segundo a mesma CNC. Um recorde histórico! Os inadimplentes subiram para 79,1 milhões de brasileiros, diz o Serasa. Outro recorde!!! Na prática, 30,5% das famílias estão com parcelas de dívidas em atraso, e 13,2% admitem não ter condições de pagá-las.
O retorno e o aumento do endividamento das famílias é resultado direto das altas taxas de juros, que são mantidas pelo Banco Central para segurar a inflação diante de um cenário de déficit fiscal crescente. Só a conta de programas sociais do governo Lula 3 já ultrapassa os R$ 400 bilhões anuais, sem contar o inchaço da máquina pública e a corrupção atroz.
Se o empréstimo fica mais caro, o consumidor tem mais dificuldade para quitar dívidas e o empreendedor reduz o investimento, gerando menos empregos e derrubando a atividade econômica, resultando em menos arrecadação. Em vez de enxugar despesas, o governo prefere criar novos impostos e aumentar alíquotas, sacrificando ainda mais o cidadão.
Lembra a taxa da blusinha?
Ao invés de romper o círculo vicioso com redução de impostos, incentivo ao empreendedorismo, com governança e meritocracia, temos o aprofundamento de uma espiral que trará recessão e miséria. Em só três anos de Lula 3, o endividamento público saltou de 73,5% (com pandemia) para 78,1% do PIB (sem pandemia).
Em termos nominais, o petismo usou R$ 2,5 trilhões para financiar boa parte do crescimento do PIB no período, iludindo o brasileiro com números falsos. Como faz ao dizer que o desemprego está no mínimo histórico, quando a verdade é que grande parte dos desempregados, financiados com bolsas e auxílios, desistiram de procurar emprego.
Quer ver outro recorde histórico? A fila de espera do INSS hoje ultrapassou 2,8 milhões de brasileiros! Gente que trabalhou a vida inteira e que não consegue acessar seu benefício, porque o governo simplesmente não tem como pagar. E ainda tenta abafar as investigações sobre o roubo dos aposentados!
De certo que Lula encomendou a Haddad um projeto de destruição de riqueza sem precedentes. Se ainda houvesse órgãos de controle, Ministério Público, Polícia Federal e oposição, o ministro da Fazenda teria de deixar o cargo diretamente para a cadeia.
