Viana sobre Frei Chico: "Se não houvesse nada a dever, ele deveria ter se apresentado"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Viana sobre Frei Chico: “Se não houvesse nada a dever, ele deveria ter se apresentado”

O senador detalhou suspeitas envolvendo o sindicato Sindinap, do qual o irmão do presidente Lula é vice-presidente.
O senador detalhou suspeitas envolvendo o sindicato Sindinap, do qual o irmão do presidente Lula é vice-presidente. Foto: Reprodução

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Por Redação

Senador explica obstáculos nas investigações e propõe auditoria em empréstimos de aposentados e BPC

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PODE-MG), afirmou que a investigação enfrenta obstáculos tanto do Supremo Tribunal Federal quanto do próprio parlamento.

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Segundo ele, habeas corpus concedidos pelo STF têm dificultado a tomada de depoimentos, permitindo que testemunhas importantes compareçam em silêncio ou sequer compareçam à comissão.

Viana destacou que, para avançar nas investigações, foram criados núcleos independentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União dentro do STF, que atuam sem se reportar a superiores.

Isso foi necessário diante da recusa de alguns depoentes em colaborar, muitas vezes sob orientação de supervisores.

O senador detalhou suspeitas envolvendo o sindicato Sindinap, do qual o irmão do presidente Lula é vice-presidente.

Ele apontou que o sindicato teria sacado quase R$ 7 milhões “na boca do caixa” e recebido R$ 21 milhões em comissionamentos de empréstimos consignados, com parentes dos diretores como prestadores de serviço, sem documentação clara.

Apesar disso, os depoentes chegaram à CPMI amparados por habeas corpus e não responderam às perguntas, limitando o trabalho da comissão.

Sobre prisões, Viana explicou que a CPMI só pode decretar prisão em casos de desacato ou para compelir testemunhas a dizer a verdade.

Mesmo assim, quase todos os que receberam voz de prisão já estão detidos, com exceção de um foragido, e aqueles que escaparam temporariamente devem responder à Justiça no futuro.

O senador também comentou a troca de advogados do chamado “careca do INSS”, considerado o centro do escândalo. Segundo Viana, a defesa anterior desistiu por perceber que o caso era indefensável, enquanto a nova advogada tem buscado diálogo com a CPMI.

Outro ponto destacado pelo presidente da comissão é a irregularidade nos empréstimos consignados para aposentados e beneficiários do BPC.

Ele alertou que contratos irregulares, juros altos e práticas de assédio por representantes de bancos e sindicatos têm levado idosos e famílias de crianças com deficiência a dívidas insustentáveis.

Viana propôs a suspensão dos pagamentos por seis meses até que INSS e Banco Central realizem auditoria completa, garantindo segurança aos beneficiários.

Por fim, Viana comentou que o relatório final da CPMI será concluído no ano que vem, mas que a pressão política e o calendário eleitoral podem limitar prorrogações. Ele reforçou que o objetivo da comissão é garantir justiça, recuperar recursos desviados e proteger os aposentados brasileiros, frequentemente alvo de fraudes e abusos financeiros.

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