Fraude envolvendo Master pode chegar a R$ 12 bilhões, afirma PF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Fraude envolvendo Master pode chegar a R$ 12 bilhões, afirma PF

diretor da PF na CPI do Crime Organizado. Foto: TV Senado
diretor da PF na CPI do Crime Organizado. Foto: TV Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Andrei Rodrigues confirma apreensão de R$ 1,6 milhão e detalha operação integrada com BC e Coaf

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou agora há pouco (18) que a investigação envolvendo o Banco Master apura uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. Em depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado, ele informou que agentes apreenderam R$ 1,6 milhão em espécie na casa de um dos investigados.

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“Essa operação de hoje a fraude é de R$ 12 bilhões. Não sei quanto que vamos conseguir bloquear. Sei que já em dinheiro apreendemos na residência de um investigado R$ 1,6 milhão em dinheiro nessa operação de hoje”, disse.

Na ação deflagrada pela manhã, a PF prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de Augusto Lima, sócio do empresário. A investigação apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras integrantes do sistema financeiro nacional.

Rodrigues relatou que a operação foi realizada em conjunto com o Banco Central e com o Coaf. “Nós estamos fazendo uma operação importante, numa integração inclusive junto com Banco Central, com o Coaf, atuando em conjunto para um crime contra o sistema financeiro”, afirmou.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master também nesta terça-feira, menos de um dia após o Grupo Fictor manifestar interesse na compra da instituição. A corretora de câmbio ligada ao banco também entrou em liquidação.

A PF cumpriu ainda mandado de busca e apreensão contra o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afastado pela Justiça. O diretor executivo financeiro do banco, Dario Oswaldo Garcia Junior, também foi afastado por 60 dias.

No depoimento, Rodrigues defendeu o foco na descapitalização das organizações criminosas. “O crime organizado tem que ser enfrentado com descapitalização, tirando poder econômico, e prendendo lideranças, retirando lideranças de circulação”, afirmou.

A CPI também aguardava o depoimento de Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, que não compareceu. O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), disse que insistirá em ouvi-lo.

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