José Carlos Oliveira e Edson Yamada teriam firmado acordos com associações suspeitas que somam R$ 1,9 bilhão
O ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira e seu sócio, Edson Yamada, ex-dirigente do INSS, são investigados por fraudes em empréstimos consignados que somam R$ 1,9 bilhão em descontos indevidos de aposentados.
Ambos firmaram acordos com 10 associações suspeitas de atuar no esquema.
Na última fase da Operação Sem Desconto, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e prendeu três ex-dirigentes do INSS, incluindo o ex-presidente Alessandro Stefanutto.
Oliveira passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro André Mendonça, do STF.
Três dos 10 acordos foram assinados por Oliveira quando era diretor de Benefícios do INSS, e outros sete por Yamada, que assumiu o cargo após Oliveira se tornar presidente do INSS.
Ambos são sócios na empresa de consultoria Oriente, que inclui a filha de Oliveira no quadro societário.

Investigações apontam que Oliveira autorizou repasses de R$ 15,3 milhões à Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) sem comprovação documental, resultando em descontos irregulares em mais de 650 mil benefícios.
Planilhas da entidade indicam pagamentos vinculados a codinomes associados a Oliveira, que recentemente mudou de nome para Ahmed Mohamad.
Oliveira, servidor do INSS desde 1985, foi aposentado recentemente, mesmo sob investigação, o que levantou suspeitas de que a medida visava evitar consequências de um Processo Administrativo Disciplinar em andamento.
A defesa de Oliveira e Yamada ainda não se manifestou.
