Decisão sobre votação do PL Antifacção dependerá de consenso entre líderes, diz Hugo Motta
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Brasil

Decisão sobre votação do PL Antifacção dependerá de consenso entre líderes, diz Hugo Motta

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

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Por Redação

Presidente da Câmara afirma que o relator Guilherme Derrite vai protocolar a versão final do texto antes de nova rodada de negociações políticas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (12) que a decisão sobre o momento de votação do novo marco legal do combate ao crime organizado será tomada após o relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), subir a versão final do texto e apresentar as alterações negociadas com o governo e com as bancadas partidárias.

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Segundo Motta, o relatório, que deve ser protocolado ainda nesta quarta, reflete um esforço de construção técnica e política conduzido nos últimos dias. “O deputado Derrite tem dialogado com o governo, com ministérios e com os líderes das bancadas. Ele me informou que estará subindo a versão consolidada do relatório, fruto das sugestões colhidas. A partir daí, vamos reunir os líderes para decidir os próximos passos”, afirmou.

O presidente destacou que não há decisão prévia sobre adiamento ou votação imediata, reforçando que o andamento da matéria dependerá do consenso entre as lideranças. “Não há interesse desta presidência em impor nenhuma vontade. O que queremos é uma construção conjunta, que leve à votação de um texto maduro e equilibrado”, disse.

Motta relatou ainda ter recebido nesta quarta governadores de cinco estados, Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Jorginho Mello (SC) e a vice-governadora Celina Leão (DF), que pediram mais tempo para análise do texto e defenderam um debate mais amplo sobre o projeto.

Apesar dos pedidos de cautela, o presidente da Câmara frisou que o tema não ficará parado. “Quem apostar que vamos tardar nessa resposta à sociedade está enganado. Queremos construir o melhor texto possível para fortalecer a segurança pública no Brasil”, afirmou.

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