PGR pede condenação de militares do núcleo 3 por tentativa de golpe de Estado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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PGR pede condenação de militares do núcleo 3 por tentativa de golpe de Estado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça (11), a condenação dos dez réus do núcleo 3 do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça (11), a condenação dos dez réus do núcleo 3 do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Foto: JOTA

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Por Redação

Paulo Gonet defende punição de nove réus por planejamento com Exército para atacar autoridades

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta terça (11), a condenação dos dez réus do núcleo 3 do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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Segundo o chefe do Ministério Público Federal, nove militares e um agente da Polícia Federal participaram de uma articulação armada para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após a derrota nas urnas.

Em sustentação feita à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirmou que os acusados integravam o núcleo operacional da trama e foram responsáveis por “ações táticas” da organização criminosa.

Entre elas, a pressão sobre o Alto Comando do Exército para que endossasse um decreto de ruptura institucional e o planejamento de ataques violentos contra autoridades.

“Integrantes deste núcleo pressionaram agressivamente o Alto Comando do Exército a ultimar o golpe de Estado. Puseram autoridades públicas na mira de medidas letais e se dispuseram a congregar forças militares terrestres ao serviço dos intentos criminosos”, disse Gonet.

De acordo com o procurador-geral, os chamados “kids pretos”, nome atribuído a um grupo de oficiais das forças especiais, atuaram em duas frentes: a articulação política interna no Exército e o planejamento de atentados contra membros do STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

O único poupado do pedido de condenação por todos os crimes foi o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior.

Gonet reconheceu que não há provas de que ele tenha participado de atos violentos, mas defendeu sua responsabilização por incitação ao crime e animosidade entre as Forças Armadas e as instituições democráticas.

A articulação política interna no Exército e o planejamento de atentados contra membros do STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.
A articulação política interna no Exército e o planejamento de atentados contra membros do STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução

As acusações

Para os demais réus, a PGR pede condenação por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, atentado ao Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração do patrimônio público.

Segundo a denúncia, os militares e o agente da PF formaram o núcleo responsável por executar ações operacionais do plano golpista, que incluía a prisão e até o assassinato de autoridades para criar um ambiente de caos e justificar a adoção de medidas de exceção.

Entre os nomes listados estão o general da reserva Estevam Theophilo, apontado como articulador de apoio entre oficiais de alta patente; o coronel Bernardo Corrêa Netto, acusado de pressionar o comandante do Exército; e o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, suspeito de coidealizar a chamada “Operação Copa 2022”, que previa o sequestro e a morte de Alexandre de Moraes.

O agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares também é acusado de vazar informações estratégicas sobre a segurança da posse presidencial de 2023, colaborando com o grupo na etapa que visava provocar instabilidade institucional.

Os réus integram o terceiro núcleo da trama golpista investigada pelo STF, que reúne militares das Forças Especiais e um policial federal. A acusação central é de que o grupo buscou criar coesão dentro do Exército em torno da tese de uma intervenção armada, atacando e isolando oficiais que rejeitavam o golpe.

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