Brasil dispara no ranking global do crime organizado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Segurança

Brasil piora e sobe para 14ª posição em ranking global do crime organizado

Brasil - PF descobriu uma fábrica clandestina de fuzis de uso restrito que operava sob a fachada de uma empresa aeroespacial em Santa Bárbara d’Oeste (SP) foto: Polícia Federal
Foto: Polícia Federal

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Por Redação

Relatório mostra aumento da influência de facções e do crime organizado no Brasil

O Brasil piorou sua posição no Índice Global de Crime Organizado, passando do 22º para o 14º lugar entre os países mais afetados pela presença de facções e mercados ilícitos.

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O levantamento, divulgado pela Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), reúne dados de 2021 a 2025 e avalia tanto o nível de criminalidade quanto a capacidade dos Estados de enfrentá-la.

A metodologia atribui notas de 0 a 10, considerando fatores como a estrutura e a influência de grupos criminosos e os tipos de atividades ilegais em que atuam.

Apesar do avanço do crime organizado, o Brasil apresentou leve melhora na resiliência ao crime, subindo da 94ª para a 86ª posição. O índice mede a capacidade dos países de prevenir, reagir e se recuperar das ameaças impostas por organizações criminosas.

O país integra agora o grupo de 66 nações com alta criminalidade e baixa resiliência, ao lado de México, Camboja, Rússia, Camarões e Etiópia. Mianmar, na Ásia, aparece com os piores indicadores globais.

Segundo o relatório, “esses países enfrentam ameaças em níveis significativos do crime organizado em múltiplos mercados e contam com deficiências em mecanismos de combate”.

A pesquisa aponta ainda transformações no mercado das drogas, com “ascensão das drogas sintéticas e da cocaína, enquanto maconha e heroína perdem espaço”. A maconha, no entanto, segue como “a substância ilícita mais usada no planeta”.

Os pesquisadores destacam que o aumento do tráfico de cocaína está diretamente ligado à América do Sul, “vinculado ao alcance global dos cartéis que atuam na região”. Já o mercado de drogas sintéticas “tem se mostrado mais flexível e descentralizado”, com laboratórios próximos aos mercados consumidores, o que reduz custos de produção e transporte.

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