Apesar da liderança consolidada, maioria acredita que o campo conservador chegará fragmentado em 2026
Uma pesquisa do Ranking dos Políticos aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal liderança da direita, tanto entre deputados quanto senadores, e o nome com maior capacidade de unificar uma chapa competitiva em 2026, na ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre deputados, 48,6% apontam Tarcísio como líder, seguido pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com 15%, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) com 13,1% e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) com 9,3%. Outros nomes, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), aparecem com 3,7% e 0,9%, respectivamente, enquanto 7,5% não souberam opinar.
No Senado, Tarcísio lidera com 44,5%, enquanto Eduardo e Michelle Bolsonaro aparecem empatados em 14,8%.
E 2026?
Ao serem questionados sobre quem teria mais condições de unificar a direita em uma chapa competitiva sem Bolsonaro, 56,1% dos deputados apontaram Tarcísio, seguido por Ratinho Júnior (15,0%) e Michelle (11,2%). Eduardo e Zema registraram 3,7% cada, e Caiado 1,9%.
Entre senadores, Tarcísio também lidera com 55,6%, seguido por Ratinho Júnior (11,1%), Michelle Bolsonaro e Ronaldo Caiado empatados em 7,4%, enquanto Eduardo Bolsonaro soma 3,7% e Zema não pontua.
O levantamento ainda mostra que a maioria dos parlamentares acredita que a direita chegará fragmentada às urnas em 2026. Entre deputados, 67,3% esperam múltiplas candidaturas, enquanto 29,9% apostam em alianças entre partidos. No Senado, 63,0% projetam fragmentação, contra 22,2% que preveem unificação, e 14,8% não souberam responder.
Metodologia
A pesquisa ouviu 107 deputados federais de 20 partidos e 27 senadores de 12 partidos, seguindo critérios de proporcionalidade partidária. Foram incluídos parlamentares da base do governo, da oposição e independentes. As entrevistas ocorreram entre 21 e 31 de outubro, presencialmente ou por telefone, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
