Trump virou ambientalista?
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Trump virou ambientalista?

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chegou na noite de terça (11), ao Canadá para uma série de reuniões com representantes de países do G7.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chegou na noite de terça (11), ao Canadá para uma série de reuniões com representantes de países do G7. Foto: Andrew Harnik/Getty Images

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Por Claudio Dantas

Donald Trump repostou em sua rede social uma reportagem da Fox News sobre a “rodovia do amor”, que o governo do Pará abriu na Amazônia para facilitar o acesso de quem desembarca no aeroporto rumo a Belém. “Eles devastaram a Floresta Amazônica do Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas. Isso virou um grande escândalo”, ironizou Trump.

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Sim, trata-se de uma ironia. Não, o presidente americano não está preocupado com a Amazônia. Apenas expôs mais uma vez a hipocrisia do discurso dos ambientalistas. Ele e seu secretário de Energia, Chris Wright, já chamaram as conferências climáticas da ONU de “farsa” (“con job” ou “hoax”); assim como consideram uma fraude o discurso de transição energética.

Ao assumir o mandato atual, um de seus primeiros atos foi retirar os EUA do Acordo de Paris e, desde então, trabalha fortemente na desregulamentação ambiental em prol do uso massivo de combustíveis fósseis. Ele está certo. Energia boa é energia barata e o ser humano ainda não descobriu outra fonte capaz de suprir sua necessidade em volume, preço e diversidade de aplicação.

Trump sabe que essa agenda é apenas um meio de sufocar economias e impedir seu crescimento, parte da estratégia dos globalistas. Por isso, o americano não enviou ninguém para a Cop-30 e agora aproveita para dar uma canelada em Lula. O petista, por sua vez, navega entre contradições e enfrenta críticas de seu próprio público.

Enquanto os ecoterroristas atacam o governo por permitir que a Petrobras faça prospecção na Margem Equatorial; a ‘mídia do pix’ critica os preços das acomodações e da comida, a falta de água e tantos outros problemas de organização. O evento em si já é o maior fiasco da história das cúpulas internacionais, tanto pela ausência de público quanto pela falta de resultados.

Até agora, só 17 chefes de Estado compareceram e a iniciativa de arrecadação para o tal Fundo de Florestas Tropicais resultou num montante de US$ 6 bilhões, bem aquém dos US$ 25 bilhões previstos. O Reino Unido avisou que não fará aportes e a França ainda pulou fora do acordo global para quadruplicar a produção de “combustíveis sustentáveis”.

Soma-se a isso, as inúmeras denúncias de corrupção envolvendo as obras e os serviços contratados, além da pegada de carbono gerada com a contratação de dois transatlânticos para acomodar comitivas estrangeiras, de um iate para Lula para dormir com Janja e toda a estrutura do evento, cuja energia é produzida por mais de uma centena de geradores a diesel. De fato, um verdadeiro escândalo.

Exclusivo: Movida a diesel, COP30 emitirá toneladas de CO2 na atmosfera

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