Ministro diz que juros altos viraram veneno; enquanto isso, a dívida pública deve saltar para 82% do PIB em 2026
Na véspera da reunião decisiva do Comitê de Política Monetária (Copom), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a atacar a política de juros do Banco Central e a pressionar a autoridade monetária por uma redução imediata da Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas.
Durante evento realizado nesta terça (4), em São Paulo, Haddad afirmou que manter juros altos enquanto a inflação cai “transforma o remédio em veneno”.
“Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair. Não tem como sustentar 10% de juro real com a inflação batendo 4,5%”, declarou o ministro.

Haddad chegou a dizer que, se fosse diretor do BC, “votaria pela queda”, uma declaração dada curiosamente no dia em que o Copom divulga a decisão sobre a taxa básica de juros.
Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o Executivo deve fechar o mandato com quase R$ 400 bilhões em despesas fora da meta fiscal, resultado de manobras como a PEC da Transição, o socorro bilionário ao Rio Grande do Sul, o aumento do orçamento da Defesa e a liberação de precatórios.
