Zema critica Lula por “convicção ideológica” com facções
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Zema cobra guerra ao narcoterrorismo e critica Lula por “convicção ideológica” com facções

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), comentou nesta sexta-feira (5) a confirmação de Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência
Romeu Zema vê com naturalidade candidatura de Flávio Bolsonaro. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Por Redação

Segundo Zema, Lula fala em soberania, mas ela não existe para 30 milhões sob domínio de narcoestado

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o Brasil vive uma “guerra civil silenciosa” contra facções criminosas e acusou o governo Lula de se recusar a enfrentar o problema por “convicção ideológica”.

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Em artigo publicado na Folha, o político defendeu também que facções criminosas como o CV e o PCC sejam classificados como organizações terroristas. Segundo ele, “declarar guerra ao narcoterrorismo é decisão política”.

Na visão de Zema, a Operação Contenção, que deixou mais de 100 narcoterroristas mortos, “foi um sucesso” por ter enfraquecido o Comando Vermelho e exposto “uma verdade que o Brasil insiste em ignorar: estamos em guerra”. Ele afirma no artigo que as facções “não são meras quadrilhas”, mas “estruturas militares organizadas, com comando, disciplina, hierarquia e domínio territorial”.

Zema destacou que essas organizações desenvolveram “uma ideologia do crime”, presente “na linguagem, na música e até na estética de jovens das comunidades dominadas”. Segundo ele, “não é por acaso que surgem figuras como Oruam e MC G Talibã — nome adotado em referência direta ao grupo terrorista islâmico”. Segundo o mineiro, “suas músicas exaltam o armamento pesado, a guerra e o domínio territorial. É a bandidagem como ostentação”.

De acordo com Zema, fazer um paralelo entre as facções brasileiras e grupos como Hamas, Hezbollah e Talibã “não é figura de linguagem”, pois “todos compartilham a mesma lógica: uso da violência como instrumento de poder, controle da população pelo medo e estrutura de crença que sustenta sua existência.”

Ele também criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, por não reconhecer as facções como terroristas. Segundo Zema, o ministro “está com a cabeça no século 19, quando ideologia era só a luta de classes marxista”.

Para o governador de Minas, o PT enxerga as facções “não como inimigas, mas como vítimas do processo histórico”. “É a mesma justificativa que usam para defender as atrocidades cometidas pelo Hamas”, disse. “É o argumento que Lula deixou escapar quando disse que os traficantes eram ‘vítimas dos usuários’.”

“Lula tem falado muito sobre soberania, mas ela não existe quando 30 milhões de brasileiros vivem sob o domínio de um narcoestado paralelo”, afirmou Zema no artigo.

Nessas regiões, de acordo com ele, “a Constituição de 1988 é letra morta” e “os chefes do tráfico exercem poder de vida e morte, substituindo as instituições por uma tirania armada”. Para o governador, “palavras como ‘direitos humanos’, ‘cidadania’ e ‘democracia’ tornam-se vazias diante do terror imposto por essas organizações”.

O governador também disse que o Estado brasileiro “tem toda a capacidade de combatê-las, retomar territórios e levar a ordem e o direito para quem hoje carece de ambos”, mas falta vontade política. O primeiro passo, segundo ele, é “classificar as facções como organizações terroristas”, o que permitiria o engajamento automático das Forças Armadas no combate ao crime.

“Hoje é necessária a declaração de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), um trâmite demorado, que enfraquece a autonomia do governo estadual e tem prazo de validade”, afirmou.

Zema sustenta também que, com essa mudança, “o faccionado seria punido com leis mais duras”. “Nada de audiência de custódia nem saidinha. Quem vive do terror das facções deve permanecer preso”.

No final do artigo, o governador de Minas diz que o enfrentamento do narcoterrorismo só será possível com a saída da esquerda do poder: “Por convicção ideológica, o PT prefere conviver com o crime a enfrentá-lo. Por isso, remover a esquerda do poder é uma necessidade. Somente um governo com coragem moral e convicção política será capaz de declarar guerra às facções, vencer o narcoterrorismo e pacificar o Brasil”.

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