Prefeito mexicano é executado por narcoterroristas após operação
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
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Prefeito mexicano é executado por narcoterroristas após operação

Carlos Manzo, prefeito mexicano é executado por cartel
Carlos Manzo, prefeito mexicano é executado por cartel

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Por Claudio Dantas

O prefeito de Uruapan, no estado e Michoacán (México), Carlos Manzo, foi morto a tiros ontem à noite durante evento público. Segundo autoridades locais, dois narcoterroristas foram presos e um terceiro acabou morto em troca de tiros com agentes de segurança. Manzo era conhecido pela população por sua atuação contra o crime organizado.

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Há dois meses, ele comandou uma operação que prendeu René Belmonte Aguilar, conhecido como El Rino, chefe local do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). Após o episódio, Manzo pediu à presidente Claudia Sheinbaum a decretação de estado de alerta vermelho e o apoio do Exército Mexicano e da Guarda Nacional.

Nos meses que antecederam sua morte, o prefeito relatou repetidamente ter recebido ameaças diretas. Durante uma entrevista, chegou a dizer: “Não quero ser apenas mais um prefeito na lista daqueles que foram mortos, cujas vidas foram tiradas. Não quero que a polícia municipal continue sendo apenas mais uma estatística, nem os cidadãos honestos e honrados que são vítimas desse câncer social.”

Em 8 de outubro passado, ele publicou uma declaração pedindo a Sheinbaum que não retirasse a Guarda Nacional de Uruapan, já que eles estavam no estado havia apenas alguns dias e aparentemente não haviam explicado por que os oficiais iriam embora.

Solicitamos respeitosamente ao Governo Federal, à Presidente Claudia Sheinbaum e ao Secretário de Segurança Omar García Harfuch que não abandonem Uruapan na luta contra os crimes federais que estão sob a jurisdição do Governo Federal.”

No dia anterior, Manzo solicitou armas à Secretaria Executiva da Secretaria de Segurança Pública de Michoacán , especificamente metralhadoras, com o objetivo de permitir que os agentes igualassem as capacidades dos grupos criminosos que atuam no município. “É impossível que os criminosos estejam mais bem armados do que a polícia municipal”, comentou.

ABRAÇOS, NÃO BALAS

Sheinbaum segue a política “abraços, não balas”, do seu padrinho político, o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador. O resultado foi um aumento generalizado da violência, inclusive política, e também dos feminicídios. “Não pode haver abraços para criminosos… criminosos que atacam pessoas inocentes devem apanhar“, disse certa vez Manzo, crítico da abordagem.

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